Barreiras culturais impedem avanço maior da irrigação no Estado

A opinião, do secretário da Agricultura, Luiz Fernando Mainardi, foi externada na tarde desta sexta-feira (1º), no auditório da Faculdade Anhanguera, em Passo Fundo, na abertura do Seminário de Irrigação.

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O Estado do Rio Grande do Sul tem um grande potencial para aumentar a renda agrícola, e um dos instrumentos disponíveis são os sistemas de irrigação. A opinião, do secretário da Agricultura, Luiz Fernando Mainardi, foi externada na tarde desta sexta-feira (1º), no auditório da Faculdade Anhanguera, em Passo Fundo, na abertura do Seminário de Irrigação, realizado para ampliar a divulgação do programa Mais Água, Mais Renda, do Governo do Estado. 

O que detém o avanço da área irrigada nas culturas de sequeiro do Estado, conforme o secretário, são barreiras culturais que impedem o agricultor de ver os benefícios que podem ser gerados a partir de investimentos nesta área. Na safra passada, dos 5,6 milhões de hectares de cultivos soja, milho, feijão e fumo, apenas 100 mil hectares foram irrigados, o que corresponde a apenas 2% da área total. 

O secretário citou que em várias partes do mundo, agricultores produzem até no deserto. Lembrou que, no Estado, as médias históricas indicam um volume razoável de chuvas durante o ano, mas que ocorrem de forma mal distribuída, o que torna essencial o armazenamento para o uso na hora em que as plantas precisam. "Temos tecnologia para isso. O Governo do Estado lançou o Programa Mais Água, Mais Renda, que subsidia em 30% os investimentos para pequenos e médios produtores e em 12% aos grandes e, além disso, facilitou os licenciamentos ambientais. Portanto, precisamos continuar difundindo a irrigação para que possamos vencer estas barreiras", defendeu o secretário diante de uma plateia de cerca de 130 produtores e técnicos da região. 

Informou, também, que a CEEE está fazendo um investimento de cerca de R$ 2 bilhões para resolver problemas ainda existentes na distribuição de energia para algumas comunidades interioranas, o que irá superar alguns gargalos que dificultam a implantação de sistemas de irrigação em regiões de sua área de abrangência. E que o Irga desenvolveu tecnologia que permite, com o uso da máquina microcamalhoneira, o plantio de outras culturas em áreas antes exclusivas do arroz.

Com informações do Governo do Estado

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