Comércio deve ampliar vagas temporárias para o fim de ano

Pesquisa da Fecomércio-RS aponta que 54,8% dos empresários pretendem contratar temporários; em Passo Fundo, lojistas aguardam reação das vendas

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Quase 55% dos trabalhadores contratados nessa modalidade têm chances de efetivação após o encerramento do contrato - Foto: DivulgaçãoQuase 55% dos trabalhadores contratados nessa modalidade têm chances de efetivação após o encerramento do contrato - Foto: Divulgação
Quase 55% dos trabalhadores contratados nessa modalidade têm chances de efetivação após o encerramento do contrato - Foto: Divulgação
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O comércio de Passo Fundo se prepara para ampliar as equipes no fim do ano, período marcado pela Black Friday e pelas vendas de Natal. Apesar da expectativa de aumento na procura por presentes, os empresários ainda demonstram cautela diante do cenário econômico e aguardam uma recuperação nas vendas. A tendência é que as contratações temporárias ganhem força nas próximas semanas, especialmente a partir de novembro.

De acordo com o vice-presidente da Associação Gaúcha de Vendas (AGV), Roberto Estivalet, o comércio local registrou um ritmo mais moderado de contratações nos últimos meses. Agora, a expectativa é de que as datas comemorativas impulsionem as vendas e aumentem a necessidade de trabalhadores.

Cautela com as eleições

“O pessoal está agindo com muita cautela nesse momento. A impressão que dá é que está todo mundo esperando o resultado das eleições para ver o que o mercado diz”, afirma Estivalet. Segundo ele, a perspectiva de melhora na situação financeira das famílias também influencia as decisões dos empresários.

O dirigente acredita que as contratações extras devem ocorrer, acompanhando a necessidade tradicional de reforço das equipes nesse período. “Haverá, sim, vagas extras, porque sempre há essa expectativa de vendas”, destaca. Para ele, o pagamento da primeira parcela do 13º salário, previsto para 20 de novembro, pode contribuir para movimentar as compras de fim de ano.

A AGV pretende aprofundar a avaliação do cenário econômico após as eleições. Conforme Estivalet, a entidade contratou um economista para analisar as perspectivas do mercado, a confiança dos empresários e a disposição para novos investimentos.

Vagas disponíveis no Estado

A expectativa de novas oportunidades em todo o Estado também aparece na Pesquisa de Temporários 2026, realizada pela Fecomércio-RS. O levantamento aponta que 54,8% dos empresários entrevistados pretendem contratar trabalhadores temporários para atender ao aumento da demanda, com previsão de ampliar as equipes em 28%.

Até o momento da pesquisa, 84% da demanda prevista por trabalhadores temporários ainda não havia sido atendida. Além disso, 74% das empresas que pretendiam contratar sequer haviam iniciado as admissões, indicando que boa parte das oportunidades ainda deve surgir.

Novembro é o mês mais citado pelos lojistas para o início das atividades, mencionado por 36% dos estabelecimentos, seguido de outubro, com 27%. A previsão é de estabilidade no volume de vagas em relação ao ano anterior: 52% das empresas pretendem manter o mesmo número de temporários de 2025, enquanto 20% planejam ampliar as contratações.

As principais oportunidades estão concentradas nas áreas de vendas e atendimento comercial, citadas por 75% dos estabelecimentos.

Temporários podem ser efetivados

Além de representar uma oportunidade de renda extra, o trabalho temporário pode abrir caminho para uma vaga permanente. Segundo a pesquisa, quase 55% dos trabalhadores contratados nessa modalidade têm chances de efetivação após o encerramento do contrato.

Entre os estabelecimentos que estabelecem critérios para os candidatos, as exigências mais frequentes envolvem escolaridade — especialmente ensino médio completo —, idade entre 19 e 25 anos e experiência anterior na função.

A indisponibilidade de horários, a falta de qualificação e a escassez de interessados estão entre as principais dificuldades apontadas pelos empresários para preencher as vagas.

Mudanças na jornada

O levantamento também investigou a percepção do varejo sobre as mudanças nas regras trabalhistas. Para 46% dos empresários entrevistados, o fim da escala de trabalho 6x1 terá impactos negativos na condução dos negócios.

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