OPINIÃO

A paranóia do desconstruir

Por
· 2 min de leitura
Você prefere ouvir essa matéria?

A dupla, Ricardo Salles, do Meio Ambiente e o presidente do Instituto Palmares, Sergio Camargo, assumem claramente a função de déspotas na destruição de valores. O primeiro, desde os primeiros episódios que marcaram desastres ocupou-se em criar narrativas absurdas sobre as causas dos sinistros. Assim foi no derramamento de petróleo que danificou nossas águas, e nos incêndios das matas. O ataque foi generalizado às ONGs, à esquerda, aos comunistas, enfim, em formas provocantes e solertes. No mesmo rumo, a propositada omissão diante da escancarada realidade que exige investigação e ação governamental.

Sergio destila fel sobre as construções históricas da luta pela valorização da cultura negra. Agora se põe como julgador emérito da própria história excluindo sumariamente nomes que se destacam na longa jornada de combate ao racismo. Detonar os sagrados momentos tornou-se obsessão assumindo o que é dito papel de capitão do mato. O método é perverso. A insidiosa campanha visa matar edificação legítima de um alvorecer promissor para a justiça social. Este sadismo explícito pode até parecer ingênuo, mas expõe prepotência e dose de veneno.

Em meio a este pragmatismo esdrúxulo está a paranóia destruidora que visa eliminar avanços do pensamento social democrático e mais justo. Volta e meia irrompe um modo de pensar urdido nos negacionismos e artimanhas para desmotivar a dura jornada da harmonização social. É o falso proceder autocrático pela destruição de valores. Eles surgem como novos bárbaros intermitentes.

O apadrinhamento do governo a estas vilanias que já se torna célebre tenta desestabilizar o senso e o respeito cívico.

 Retoques:

·      Com o prenúncio de redução das mortes pelo covid-19, alguns setores da economia dão sinais de recuperação. Os serviços retomam lentamente. O avanço de 3% é apenas um sinal diante das reduções de 19% nos meses da pandemia mais forte.

·      A contaminação o número de mortes ainda são terríveis. Nas precauções coletivas e individuais, nada de afrouxamento.

·      A decisão do ministro Marco Aurélio Melo em liberar André do Rap, convenhamos, foi rápida demais.

·      O IBAMA está alertando sobre danos previstos na aplicação do retardante autorizado pelo ministro Salles. Sulfato de amônia que atinge solos, água e humanos.

·      O momento é de acalmar os vilões da prosa na imprensa, nos bares e todos os lugares. A contaminação, a epidemia não atura refestelados, nem humildes ou poderosos.

·      A agropecuária mantém-se forte, por que há distanciamento. A proporção de pessoas com saúde é maior. Com isso, continuam produzindo. A cidade está ainda muito complicada.

·      Cuidado, uso de máscara, higiene, água potável, sol e outras prevenções não podem ser dispensadas. Ninguém escapa de estranhas sensações, irritação, e tanta coisa. Por isso é sempre bom avaliar o estado de lucidez. Alguns conselhos devem ser cuidadosamente avaliados. Agora e em toda vida. Até o extraordinário pensador grego – Aristóteles, mesmo devotado a seu mestre Platão advertia sabiamente: “Amicus Plato, sed veritas magis amica” (amigo Platão, mas a verdade é mais amiga).


Gostou? Compartilhe