OPINIÃO

O vice pode ser candidato

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O vice-governador Ranolfo Vieira Júnior poderá ser o candidato do PTB ao governo do Estado. Antes de compor aliança com Eduardo Leite, em 2018, Ranolfo chegou a ser pré-candidato ao governo. Embora não queira falar de forma explícita sobre a possibilidade, na entrevista ao Programa Café Expresso da Rádio UPF, esta semana, disse que todos os partidos tem legitimidade para lançar seus candidatos, inclusive o PTB, mas que ainda é um pouco cedo para isso. “Estamos virando o primeiro tempo do jogo”, disse ao se referir aos dois primeiros anos de gestão do governo. O que não se sabe é se isso representaria apoio do governador Eduardo Leite. Em Pelotas, Leite não concorreu a reeleição como prefeito, lançou e elegeu a vice-prefeita Paula Mascarenhas, em 2016, que foi reeleita no ano passado. Será que a estratégia seria adotada também para o governo do Estado? Leite tem dito que não é candidato a reeleição. A diferença é que, Paula é filiada ao PSDB, o mesmo partido do governador. Os tucanos estariam dispostos a apoiar candidatura de outro partido?  

Reforço

A equipe da da deputada estadual Luciana Genro, PSOL, ganhou reforço esta semana. A jornalista Ingra Costa e Silva passa a integrar o gabinete na área de comunicação e também vai representar a parlamentar em Passo Fundo e região. Ingra concorreu a uma vaga para a Câmara de Vereadores no ano passado. Não foi eleita, mas teve melhor desempenho do que muitos dos eleitos, somando mais de 1,2 mil votos. Além de participar de movimentos sociais e comunitários em Passo Fundo, há mais de dez anos, é uma das professoras da Emancipa Mulher. Na eleição defendeu pautas ligadas aos direitos humanos, trabalhadores, mulheres e LGBTs.


Filiados

O PSOL é o partido de esquerda que mais cresce em filiação: 19% em 2020, chegando a 220 mil. Em São Paulo, com o efeito Boulos que disputou o segundo turno para a prefeitura com Bruno Covas, PSDB, o aumento foi de 62%.

A base governista do prefeito Pedro Almeida, PSB, leva a presidência da Câmara, com Rafael Colussi, DEM, e a presidência de todas as comissões permanentes da Casa.


O absurdo aconteceu

“A invasão do Capitólio norte-americano revela as graves consequências do sectarismo político odioso. O episódio reforça a importância de uma Justiça Eleitoral altiva. Notícias falsas e milícias digitais não apenas corroem a democracia: elas colocam em risco a vida humana.” A manifestação foi feita pelo Ministro do STF Gilmar Mendes e parto dela para dizer que as empresas que ganham milhões de dólares com as redes sociais precisam urgentemente de controle. Somente depois de todo o ocorrido nos EUA, que Facebook, Twitter e Instagram bloquearam as contas do presidente Donald Trump. Só que há dias ele vem convocando seus seguidores odiosos a fazer o que fizeram. Uma mentira contada repetidamente (ou compartilhada) se torna verdade e é usada para a manipulação. Uma parcela considerável de norte-americanos acredita que houve fraude nas eleições. Mentira contada, repetida e compartilhada milhares de vezes que é assimilada como verdade.


O futuro

O que aconteceu nos EUA é a prévia do que pode acontecer no Brasil em 2022. O inepto governo de Bolsonaro se espelha no modelo Trumpista e já constrói a falsa e mentirosa retórica de fraude eleitoral. Notas de repúdio não barram golpes.


Caminho tortuoso

A vacinação contra o coronavírus já iniciou em mais de 40 países. Só na quarta-feira, o governo federal anunciou o plano para a compra de vacinas, empurrado pelo governo de São Paulo que iniciará a campanha no dia 25 de janeiro. Na quinta-feira saiu o resultado da eficácia da Coronavac e o Instituto Butantan encaminhou pedido para uso emergencial do imunizante. Isso tudo na semana em que o Brasil chega a triste marca de 200 mil mortos pela Covid.

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