OPINIÃO

Ere (campo) bango (grande)

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O mês de abril de 1988 foi o divisor de águas para o então Distrito de Erebango. Em Brasília, a Assembleia Nacional Constituinte elaborava a Carta Magna que seria promulgada no dia cinco de outubro. A Constituição Cidadã, marcada pela participação de grupos populares, lançou as bases para a implantação de um regime democrático no Brasil. Como no restante do país, o RS vivia, naquela segunda metade da década de oitenta, um ambiente político favorável às mudanças, apesar do descontrole inflacionário e os malfadados planos econômicos. Os integrantes da Assembleia Legislativa retomavam suas prerrogativas, e dentre elas retomam o processo e as decisões referentes à criação de novos municípios. Os ventos eram de mudanças e as comunidades que possuíam os pré-requisitos necessários formaram suas comissões de emancipação. No plebiscito ocorrido no dia 15 de novembro de 1987 a maioria esmagadora dos erebanguenses votaram no “sim”. 

II - No dia 11 de abril de 1988, o governador Pedro Simon assinou a Lei nº 8.557/88, criando o município de Erebango. Como em todos os municípios do Brasil, os eleitores locais foram às urnas no dia 15 de novembro daquele ano para eleger seu primeiro prefeito, vice-prefeito e os integrantes da Câmara de Vereadores. A posse dos eleitos marcou a instalação do município, que manteve o topônimo adotado desde antes dos engenheiros da “Compagnie des Chemins de Fer Sud-Ouest Brésilien” indicarem o local aonde seria instalada a Estação Erebango. Do início do tráfego da estrada de ferro Santa Maria - Marcelino Ramos, no ano de 1910, até a emancipação se passaram 78 anos. A pujança econômica do local foi catapultada com a inauguração do ramal ferroviário de 20 km entre Erebango e Quatro Irmãos, sede do empreendimento da “Jewis Colonization Association (ICA)”. O volume de madeira superava a oferta de vagões e a falta de investimentos da empresa permissionária levou o governo a encampar a empresa belga e criar a Viação Férrea do RS (VFRGS), no ano de 1920. 

III - Em que pese a atividade madeireira ser o carro-chefe da economia local, a triticultura se espraiou pelos campos, no apagar das luzes da década de 1940, valorizando a terra. A produção de milho e cevada e a criação de suíno e gado de corte ocorrem em paralelo com a derrubada e o beneficiamento da madeira. Mas a extração de erva-mate, realizada desde as últimas décadas do século XIX por coletores vindos de Passo Fundo, vai se incorporar à identidade local. A plantação de ervais e seu beneficiamento, aliado a qualidade do produto, vai projetar Erebango no cenário nacional e internacional. Não é por acaso que o slogan do município é “Coração Verde do Rio Grande”. O comércio e os serviços, que atendiam a demanda, também foram impulsionados com a emancipação. Toda esta trajetória está registrada nas obras das professoras Maria Tereza Petry Hoppen e Loreci Zancanaro. Com uma área territorial de 152,793 Km² e uma população estimada em 2.982 pessoas (IBGE-2020), Erebango vem avançando no índice de desenvolvimento municipal (IDHM). Seu PIB per capita é de R$ 36.857,45 (2018). O momento não é de festas, mas os 33 anos do município são motivo de orgulho de todos os erebanguenses. 

Curtas: 

# Quatro Projetos de Lei do Executivo entraram na pauta da sessão da Câmara de Vereadores de Getúlio Vargas na noite de quinta-feira (08). 

# De igual modo, um pedido da vereadora Dianete Maria Rampazzo Dalla Costa (MDB) ao Executivo. 

# A vereadora estreante sugere um estudo do tema e a viabilidade da isenção da cobrança de alvará dos setores que enfrentam dificuldades em decorrência das restrições impostas pela pandemia. 

# No documento, a integrante da bancada da oposição sugere o benefício aos promotores e eventos, casas noturnas, empresas de transporte escolar e bandas de música. 

# A vereadora Ana Oliveira (MDB), presidente da Câmara de Erechim, está trabalhando para que o governo do RS mantenha o Daer na região. 

# A presidente do Legislativo, instalado junto a Praça da Bandeira, protocolou o pedido na Secretaria de Estado de Obras Públicas. 

# Na missiva, Ana Oliveira solicita ao titular da Pasta, Juvir Costella (MDB), que mantenha a Superintendência do Daer em Erechim. 

# Dentre os argumentos, sua importância para Erechim e outros 30 municípios atendidos pela autarquia. 

# Em telefonema ao secretário Juvir Costella (MDB), a correligionária reforçou também o pedido para que a área da superintendência, localizada na Av. Sete de Setembro, seja cedida ao município de Erechim. 

# O prefeito Marco Antônio Sana (PTB), de Ipiranga do Sul, recebeu nesta semana a visita de Gilmar Sossella, superintendente do Banco do Brasil 

# Na companhia do professor Alencar Loch, ex-assessor de Sossella na Assembleia e ex-titular da 15ª Coordenadoria Regional de Educação, Sossella tratou com o prefeito de assuntos ligados aos interesses do município. 

# O Santa Terezinha, de Erechim, está entre os 81 hospitais filantrópicos e públicos sob gestão municipal a receber os recursos repassados pelo governo do Estado, Assembleia, TJ, MP, DP e TCE. 

# Do total de R$ 90 milhões a ser aplicados exclusivamente para o combate da pandemia da Covid-19, a casa de saúde de Erechim vai receber um total de R$ 1,2 milhão. 

Dito & Feito: 

O deputado Paparico Bacchi (PL) voltou a defender a criação de um programa financeiro destinado a beneficiar os músicos gaúchos. O líder da bancada do Partido Liberal na Assemblei destacou a proposta ao votar favorável ao projeto de lei que instituí o Auxílio Emergencial Estadual. Em seu pronunciamento, Paparico Bacchi elogiou a iniciativa do Executivo, mas lembrou de que desde o ano passado solicita ações efetivas para socorrer o setor que envolve famílias de artísticas, técnicos, compositores e produtores. 

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