Traquejo, queijo e beijo
A informática foi a catapulta para a explosão tecnológica do terceiro milênio. E os bits e bytes mudaram quase tudo em nossas vidas. Trouxeram facilidades, agilizaram e modernizaram, mas, às vezes, também atrapalham. É o caso dos carros de aplicativos com regulamentações ainda não bem definidas. Trazem facilidades. Mas nem sempre. Sábado, tentei por 70 minutos em dois aplicativos e não havia carro. Tive que revalidar cadastro, com selfie e foto da identidade. Um saco! Ora, minha primeira opção seria o bom e velho táxi. Mas, diante da nova concorrência, os carros sumiram do ponto. Do palpável para o virtual, fiquei na mão.
E não é só isso. Queridinha do momento, a inteligência artificial ainda não convenceu minha burrice naturalíssima. Nas últimas semanas, em pesquisas corriqueiras, por três vezes a bonitinha falhou feio. Tentou me enganar passando que uma música seria dos anos 1980, porém, como eu bem sabia, é de fato de 1974. Essa e outras pedradas cibernéticas que o emaranhado de dados copilados não tem cacife para bancar. Falta a vivência, o manuseio, o traquejo, o queijo e o beijo que só os humanos conhecem. É claro que os bancos de dados, IA e sites de busca ajudam muito.
Confesso, tenho demasiada dependência do Google. Mas e quando a resposta do site não bate com a minha memória? Então, sou mais eu. E, para não errar mesmo, ainda existem velhos e infalíveis dicionários e enciclopédias. Perdem em agilidade, mas ganham disparado no quesito confiança. Viva a modernidade. Mas, por via das dúvidas, mantenha um pezinho atrás. Até porque, nessa onda de Maria-vai-com-as-outras (segundo o Google com hifens), a crendice popular pode conduzir-nos para mascar a relva.
Ele voltou
Se quase tudo que vai volta, podemos dizer também que à casa torna. Se à casa torna, então também retorna. Aliás, o vai e vem é um ato cíclico tão próximo que virou vaivém. Até aqui, confesso, estou enchendo linguiça. O tópico estava prontinho e engomado para contar sobre uma maravilhosa novidade nas páginas de O Nacional. Puxaram meu tapete e o anúncio oficial fica para a próxima semana. Apenas posso dizer que na edição do outro (28/11) final de semana, teremos uma nova coluna assinada por nome conhecido e mais do que querido de ON. E não é apenas um ensaio. É verve inteligente e divertida. Lembram daquele antigo comercial da “Bonita camisa, ...”?
Valetas e calombos
Encontro um amigo que, de cara, demonstrou sua indignação com os remendos nas ruas de Passo Fundo. Lembrou que a Moron ganhou asfalto novo no trecho do centro ao Boqueirão. Estava um tapete, até que os cavadores de asfalto entraram em ação. Sim, aquelas valetas para tubulações de água, esgoto etc. Abrem os buracos, demoram e depois fecham. O problema é que nunca restauram de forma correta. Quando não deixam valetas, ficam salientes calombos. E, assim, termina o tapete. Então, surge uma dúvida. Quem faz o buraco não deveria restituir o piso da mesma maneira como encontrou? Ficam valetas e ninguém será responsabilizado?
Carretas
As carretas passam e a vida segue no “trecho urbano” da Transbrasiliana em Passo Fundo. Dia e noite! Além dos enormes e bem carregados caminhões, temos o barulho de um ônibus e de carretas decorados com luzes. Sim, agora já são duas carretas do barulho. Parece que Passo Fundo é um bom mercado para esse tipo de passeio urbano, um interessante caça-níquel. Sugiro aos pais que propiciem algo mais didático e com custo menor. Levem seus filhos para dar uma voltinha num coletivo urbano. Será uma grande oportunidade para mostrar um pouco mais da cidade onde eles vivem.
Centenário
Depois de cem anos e 153 dias, não há como “não lembrar” de O Nacional.
Pastelaria
Pior que o fedor da pastelaria aqui embaixo, somente a descarada falta de dignidade de alguns.
Trilha sonora
Percy Faith - Theme From A Summer Place

