Feirantes querem segurança no Parque da Gare

Mudança na forma de policiamento deixa feirantes da Feira do Produtor apreensivos

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Os produtores rurais que comercializam seus produtos na Feira do Produtor, no Parque da Gare, estão preocupados com a segurança no local. Até alguns dias atrás, um módulo policial da Brigada Militar funcionava ali por 24 horas. Nos últimos dias, porém, a atuação das guarnições no local foi reduzida.

Os policiais permanecem no módulo nos sábados pela manhã, e nas segundas e quartas-feiras à tarde. Nos outros dias e horários não há ninguém no local.

Não são apenas os produtores participantes da feira que se sentem inseguros com a resolução da Brigada Militar em reduzir o expediente no módulo policial.

De acordo com o comandante do 3ºRPMon, tenente coronel Fernando Carlos Bicca, não houve redução de efetivo no local, mas sim, uma mudança no procedimento dos policiais dentro dos limites da feira. “A nossa intenção é a de que o posto permaneça fechado e os policiais circulem entre os clientes e os feirantes nos horários da feira. Desta forma é possível evitar situações em que as pessoas mal intencionadas sejam interceptadas antes de realizar qualquer ação criminosa”, explicou.

Também segundo o comandante do 3° RPMon, nos dias e horários em que não há Feira do Produtor, os policiais que estariam no módulo policial estarão realizando o patrulhamento nas proximidades do Parque da Gare. “É uma medida que deve contemplar o maior número possível de cidadãos”, esclareceu.

Mesmo com a afirmação do comandante do 3º RPMon de que o policiamento não sofre prejuízos com a medida, os feirantes não veem a mudança com bons olhos. Para a presidente da Feira do Produtor, Zuleica Casanova, os efeitos da nova forma de ação da Brigada Militar no local já foram sentidos. “Estamos nos sentindo desprotegidos. Na central de vendas da feira estamos colhendo assinaturas em um abaixo assinado solicitando que o módulo volte a operar como era antes da mudança”, disse.

Por ser um ponto de comércio intenso nos dias em que a feira ocorre, há a preocupação quanto aos delitos que possam vir a ocorrer no local. Segundo Gabriele Schneiker, que trabalha na central de vendas, após a mudança no policiamento, a central já sofreu uma tentativa de assalto. “Sem policiamento, o Parque da Gare fica muito perigoso. Até o movimento de pessoas circulando diminuiu, inclusive as nossas vendas. Na semana passada um homem entrou aqui e disse para que a gente entregasse o dinheiro. Uma colega deu a ele um pacote de bolachas e ele foi embora. Isto nunca tinha acontecido antes”, contou.

Minutos após a tentativa de assalto, a guarnição da Bike Patrulha, que tem a sua base instalada no local chegou mesmo sem ter sido informada do episódio. “Se caso tivesse acontecido alguma coisa eles teriam chegado atrasados. Apesar de estarem instalados logo ao lado, têm de ficar circulando”, disse.

Também segundo Gabriele, a central de vendas reduziu o seu horário de funcionamento para até as 17h30 sendo que antes permanecia aberta até as 18h. “As pessoas sabem que a situação sem a polícia é difícil aqui. Inclusive, tem um grupo de pessoas que fez barracas e está morando ali no estacionamento”, afirmou.

Conforme a presidente da Feira do Produtor, os produtores estão buscando uma audiência com o comando da Brigada Militar para os próximos dias com o objetivo de tentar resolver a questão.

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