Corpo de Bombeiros alerta para cuidados de banhistas

Região registrou três afogamentos só no último final de semana

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O Corpo de Bombeiros de Passo Fundo emitiu alertas para banhistas após três mortes por afogamento serem registradas no último final de semana, na região. Os casos aconteceram entre sexta-feira (25) e domingo (28) no Rio Uruguai, em Frederico Westphalen, no rio da Varzea, em Carazinho, e na prainha de Ernestina. O alerta, segundo o tenente Paulo Ricardo de Souza, é quanto à escolha dos locais de banho e pesca e uso de equipamentos de segurança.


“A primeira dica, é que seria fundamental que as pessoas procurassem locais próprios para as suas atividades aquáticas. Ou seja: locais com sinalização, demarcação, locais próprios para banho, locais afastados para trânsito de embarcações. Local que ofereçam uma infra-estrutura em que se possa chegar ali e se sentir seguro. E, principalmente, com a presença de guarda-vidas”, pontuou.


A chegada dos dias quentes faz a busca por balneários, rios e lagos aumentarem. Só em 2019, e de janeiro a outubro, 243 pessoas morreram afogadas em todo o estado, segundo dados do Corpo de Bombeiros Militar.


O perigo, de acordo com Souza, é que há determinados espaços que não são propícios para banhos ou pescas e mesmo assim acabam sendo frequentados por banhistas.


Em Passo Fundo, o tenente cita a pedreira, no bairro São José, e a barragem, às margens da BR 285, como espaços inapropriados e com histórico de acidentes. “São locais extremamente perigosos, onde, infelizmente, muitos já perderam a vida”, alertou Souza. Em relação à pedreira, os riscos são para o local com uma profundidade de aproximadamente 50 metros e terreno não acentuado. “Tem muitas pedras e não há segurança nenhuma. Até mesmo para um eventual salvamento é um lugar de difícil acesso.”


Cuidados


A orientação é para que banhistas busquem balneários com estruturas que ofereçam seguranças e evitem locais afastados. “As águas oferecem muitos perigos submersos. Pode haver pedras, galhos e buracos, em que as pessoas podem cair, se bater ou sofrer um acidente que cause um afogamento.”


Em relação às pescarias, Souza aconselha que sejam usados coletes salva-vidas, independente do tipo de embarcação, e, caso ocorra algum acidente, que seja utilizado algum objeto flutuante para tentar salvar a vítima. “Um galho, uma tábua, um galão vazio com tampa, algo que a pessoa possa segurar e ser resgatada. E é importante frisar que se a pessoa não tem nenhuma prática de salvamento, evite se jogar na água, porque ela também, possivelmente, se tornará uma vítima.”

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