Polícia Civil paralisa quarta e quinta-feira contra medidas de Leite

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Os policiais civis do Estado do Rio Grande do Sul devem paralisar as atividades entre quarta (13) e quinta-feira (14) em protesto contra o pacote de medidas anunciado pelo governador Eduardo Leite, que muda regras para suas aposentadorias e salários.  A paralisação deve começar às 8h de amanhã encerrar às 18h de quinta-feira. Apenas o serviço de plantão deve funcionar, com restrições.

Segundo o Sindicato dos escrivães, inspetores e policiais civis (UGEIRM) do Estado do Rio Grande do Sul, hoje, os funcionários que aderirem ao movimento devem apresentar à população os pontos a que são contrários da medida do governo. Nas cidades do interior, a UGEIRM orientou que os funcionários compareçam aos locais de trabalho e se concentrem na frente dos órgãos. Na capital a concentração será em frente ao Palácio da Polícia.

Na quinta-feira (14), está prevista uma paralisação conjunta com todas as categorias do serviço público gaúcho em repúdio às reformas. A concentração deve começar às 13h30 em frente ao Palácio Piratini.  A orientação é para que não haja circulação de viaturas e que todas devem permanecer paradas no órgão a que pertencem.

Serviços

Durante os dias de paralisação, o plantão deve atender apenas ocorrências de Maria da Penha, com pedido de medidas protetivas, casos de violência com vítimas menores de idade, homicídios, estupros e prisões e furto/roubo de veículos. Não deverão ser procedidas diligências externas como intimações, buscas e levantamento de locais.

Reinvindicações

O pacote, que a categoria é contrária,  foi apresentado pelo governador Eduardo Leite no início de outubro e prevê uma série de alterações fiscais que impactam carreiras e a previdência de servidores. Segundo os cálculos apresentados, a mudança geraria, em dez anos, um impacto de R$ 25 bilhões. A custo disso, o sindicato aponta que será criado o sucateio das instituições de base, que já convivem com salários atrasados e déficits estruturais – manutenção que diz não estar prevista no pacote.

Entre as medidas, a categoria é contrária à promoção de servidores desvinculado de periodicidade fixa, veto da licença especial remunerada para pedido de aposentadoria, a mudança no instituto de previdência do Estado, a restrição à atuação sindical, os reajustes da aposentadoria, mudança nas alíquiotas e a mudança na base de calculo para proventos de aposentadoria.

 

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