Luciano diz que Brasil precisa de estabilidade

Lideranças repercutem resultado das eleições de domingo e apostam em pacificação

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Jair Rodrigues ?EUR" Presidente do Sindicato RuralJair Rodrigues ?EUR" Presidente do Sindicato Rural
Jair Rodrigues ?EUR" Presidente do Sindicato Rural
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O prefeito Luciano Azevedo, avaliou nesta segunda-feira (29), os resultados da eleição para presidente da República e governador do Rio Grande do Sul. Segundo o prefeito, foram duas eleições polarizadas, o que mostra que ninguém tem grande maioria. "Cabe aos eleitos aproximar as pessoas, unificar o país e o Estado, e criar um clima para que nós possamos rapidamente ver melhorias. O Brasil precisa de estabilidade, de harmonia, de equilíbrio, de um pouco de previsibilidade e precisa navager sem crises. Fazer com que o país retome a normalidade é a grande tarefa do presidente eleito e da sua equipe", disse.

 

Sobre o Rio Grande do Sul, Azevedo acredita que Eduardo Leite encarnou uma novidade que entusiasmou a população. "Agora ele tem o desafio de traduzir essa expectativa tão positiva e tem que passar para a população uma sensação de que as coisas estão de fato melhorando, e elas precisam melhorar". Do ponto de vista de Passo Fundo, "nós esperamos ter boas relações com o governo federal e estadual, e com as relações políticas que temos. A nossa torcida é para que as coisas deem certo", conclui Azevedo.


Novo ânimo
"O mercado estava esperando essa vitória do Bolsonaro e já mostra ânimo com o dólar em queda e bolsa com projeção de alta. A própria fala dos presidentes da França, Estados Unidos e do Chile, todo mundo vendo com ótimos olhos a vitória do Bolsonaro. Isso traz um ânimo para todo o empresariado e todo o mercado. Já sinaliza que a partir do próximo ano vai entrar muito investimento externo. O Brasil vai firmar parcerias comerciais com os países que já sinalizaram. Coisas que já estavam previstas. Como Bolsonaro mesmo diz, acabar com esse comércio que tem um viés mais ideológico do que comercial. Enquanto estão fazendo comércio com os principais países do mundo, estamos fazendo com Venezuela e Cuba. Emprestando dinheiro para ditaduras cubanas e africanas, isso com certeza vai acabar com o novo governo. Agora é pensar em parcerias mais estratégicas para o país e não com viés ideológico. Essa é a grande vitória da nação brasileira.


Para o Estado, acredito que Eduardo Leite vai conversar com o Governo Federal e se alinhar com a pauta nacional do Bolsonaro. Eu acreditava que a continuidade política que estava sendo adotada pelo Sartori seria o ideal, porque o RS tem problema de não reeleger governadores. De quatro em quatro anos se muda toda a política, é o único estado no Brasil que nunca reelegeu um governador. Mas tenho a expectativa de um bom governo."

 

Confiança em Bolsonaro
"Nós trabalhamos para que o Jair Bolsonaro fosse eleito. Também apostamos que ele vai ter ministros nas áreas em que eles tem conhecimento. Para a agricultura, principalmente, já estamos sabendo dos nomes que ele está sondando e são ligados diretamente a agricultura. Nós estamos confiantes que seja um governo bem melhor do que os últimos. Principalmente diminuindo os desvios de verbas públicas, já sobra mais dinheiro para ser investido no Brasil. Da maneira que estava, nosso país iria quebrar. Agora estamos com otimismo e esperamos que o Brasil cresça.
Também esperamos que o Governo do Estado tenha uma evolução boa quanto as finanças. Baixando tributos, pode melhorar a arrecadação. Espero também que o produtor de trigo consiga fazer a exportação com um valor mais baixo de tributação. Hoje, o produtor está desistindo de plantar trigo no estado. Uma das causas é a tributação que está muito alta para vender para outros estados ou para o exterior. O Governador Eduardo Leite prometeu que iria reduzir os tributos para o estado arrecadar mais. Arrecadando mais, todo mundo ganha com isso".


Polarização
"Eu penso que houve uma polarização: a esquerda e a direita. Neste momento, é para apaziguar. Espero que o candidato eleito consiga acalmar o Brasil. Afinal de contas, ele só vai ter a governabilidade, independente das questões ideológicas ou partidárias, com a composição do Senado e da Câmara Federal. Não são negociatas que são feitas lá dentro, mas é preciso fazer composições e conversar com as pessoas. O que nós esperamos é que ele siga no plano de governo, mas aberto ao diálogo e a ouvir opiniões contrárias. Da mesma forma que houve uma renovação importante esse ano, muitos deputados e senadores estão entrando agora. Então vejo que é o momento dessas pessoas entenderem o momento que o Brasil está passando, mas não é hora para se dividir. Pelo contrário. Sempre que termina uma eleição, no momento de euforia se tem o ganhador e o perdedor. Na questão política não se pode ter mais isso. Precisamos de um projeto único para o Brasil, ao qual as pessoas que nos representam lá precisam entender que acabou essa etapa de eleição, por mais que existam as divisões ideológicas extremamente visíveis entre esquerda e direita. Que prevaleça um projeto e não as ideologias.


Para o governo do Estado, a expectativa é que, em um primeiro momento, ele consiga dar continuidade nas reformas que o governo anterior iniciou. As entidades entendiam que nesse processo eleitoral, principalmente no segundo turno, as propostas tinham um alinhamento comum. Tanto na fala do Sartori quanto do Eduardo Leite. Como todo mundo sabe, para conseguirmos manter o acordo com a União precisamos cumprir todas as etapas que ela está nos propondo. O maior desafio agora é isso: trazer para os deputados o maior número possível, para que ele consiga por em prática essas promessas de campanha. Ou seja, dar continuidade e manter aquilo que ele acreditava que estava no caminho certo. As novas políticas, que ele vai implementar, que ele consiga fazer isso, mas precisa fazer uma união de esforços junto aos deputados estaduais".

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