OPINIÃO

A retomada da indústria

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O presidente da Bsbios, empresário Erasmo Battistella, diretor do Centro das Indústrias do Rio Grande do Sul disse que o setor começa dar sinais de retomada no Estado. “A indústria é a que pode trazer esperança ao RS. Agronegócio forte tem ajudado a economia, mas a indústria precisa ser retomada com esperança da geração de emprego, para melhorar o PIB e ajudar a sair dessa situação pré-falimentar que estamos vivendo”, disse em entrevista esta semana ao Café Expresso, da Rádio UPF e UPFTV. Para o empresário, o pior parece estar passando e a crise gerada pela pandemia tende a ficar para trás. Vivemos ainda dias complexos, existem muitos desafios, mas a indústria está mostrando que está voltando. Há demanda reprimida, porque alguns setores pararam totalmente, como o automotivo”, comentou.



Equilíbrio

Sobre o Distanciamento Controlado, o empresário disse que tem um profundo respeito por todos os gestores, por imaginar que nenhum deles foi eleito querendo enfrentar a pandemia. “Mas ela chegou e eles estão no cargo desafiados a fazer o melhor e acredito que todos se esforcem para fazer o melhor”. O empresário defende o equilíbrio nas decisões no sentido de garantir vidas e manter a economia. “Não é uma contra a outra. São as duas juntas”, completou. Também mencionou que, mesmo a um custo elevadíssimo, a pandemia vai deixar alguns hábitos e protocolos como lições para o futuro. Entre elas, os cuidados com a higiene, distanciamento e mudanças de hábitos nas relações interpessoais.



Entre fatos e boatos

O pré-candidato do PSL a prefeitura de Passo Fundo, Rodinei Candeia, busca desfazer, por meios administrativos e oficiais, informações que passaram a circular nos bastidores da política de que ele não será mais o candidato nas eleições deste ano. O procurador do Estado, afastado do cargo por conta das eleições,  pediu explicações ao presidente do PSL estadual, deputado federal Nereu Crespin, mas não obteve retorno. O PSL fez um acordo com o PSDB no Estado para formar alianças em várias cidades gaúchas. Recentemente Crespin esteve em Passo Fundo para um encontro com o presidente estadual do PSDB, deputado Mateus Wesp.



Intervenção

O PSL tem dado apoio ao governo Eduardo Leite. Na mesa de negociações estão cargos no governo e o apoio do PSL a pré-candidatura de Lucas Cidade, PSDB, o que eliminaria, em tese, a pré-candidatura de Candeia. Como a atribuição de escolher candidatos a prefeito e vereadores é dos diretórios municipais, uma aliança entre PSDB e PSL em Passo Fundo só ocorre se houver intervenção no diretório local, que é presidido por Candeia. Pois até essa hipótese circula como certa. Crespin já teria o nome para assumir o comando do diretório municipal. A colunista procurou o deputado federal, mas não conseguiu retorno. Não se surpreendam se o caso parar na Justiça.



Zoneamento urbano

Proposta da mesa diretora da Câmara de Vereadores de Passo Fundo,  que altera o zoneamento urbano do bairro boqueirão, vai permitir a construção de prédios em vias onde esse tipo de edificação não é permitido hoje. Também vai possibilitar o desenvolvimento com a instalação de atividades econômicas. O projeto está sendo construído em parceria com empresários, em consonância com a Secretaria do Planejamento, Ana Paula Wickert, e com o acompanhamento do Conselho Municipal de Desenvolvimento Integrado. O presidente da Câmara, Saul Spinelli, acredita que os vereadores votem até outubro.



Incentivo

O vereador Márcio Patussi, PDT, está propondo a criação do Programa de Fomento à Produção no município, por meio de incentivos e ações voltadas aos setores da indústria, comércio e prestação de serviços, priorizando a geração de emprego, renda e inovação na cidade.



Os números têm nomes

Passo Fundo chegou num momento dramático da pandemia do Coronavírus. Até o fechamento da coluna, 75 pessoas perderam a vida pela Covid-19. Setenta e cinco famílias em luto. Por conta disso, o  Comitê Popular por Saúde, Democracia e Direitos de Passo Fundo, que reúne organizações da sociedade civil, adverte que o momento é grave. “Inaceitável que muitos se acomodem naturalizando esta realidade de morte. Inaceitável que a matemática aquiete a indignação e acomode diante dos números. Os/as mortos/as são pessoas, têm famílias, amigos, relações”. O Comitê apela para medidas mais duras no controle da pandemia.

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