Sindicato busca apoio em Brasília para agricultores atingidos pelo granizo

Comitiva reúne-se com Defesa Civil e MDA para tratar de medidas emergenciais ao meio rural

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Lideranças do SUTRAF-AU participam de agendas em Brasília com a Defesa Civil Nacional - Foto: DivulgaçãoLideranças do SUTRAF-AU participam de agendas em Brasília com a Defesa Civil Nacional - Foto: Divulgação
Lideranças do SUTRAF-AU participam de agendas em Brasília com a Defesa Civil Nacional - Foto: Divulgação
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Uma comitiva do Sindicato Unificado dos Trabalhadores na Agricultura Familiar do Alto Uruguai (SUTRAF-AU) esteve em Brasília na quarta e quinta-feira para tratar de medidas emergenciais destinadas às famílias de agricultores atingidas pelo forte temporal de granizo que castigou a região de Erechim no domingo.

A primeira agenda ocorreu com Paulo Roberto Farias Falcão, diretor do Departamento de Obras de Proteção e Defesa Civil (DOP). Em seguida, o grupo se reuniu com Vanderlei Ziger, secretário de Agricultura Familiar e Agroecologia do MDA, e com o coordenador-geral do Seguro da Agricultura Familiar do Ministério, José Carlos Zukowski.

Segundo o coordenador-geral do SUTRAF-AU, Alcemir Bagnara, o sindicato levou às autoridades um documento relatando a situação enfrentada pelas famílias rurais, alertando para o risco de invisibilidade do setor.

Bagnara destacou que muitos produtores sequer possuem seguros que cubram instalações e estruturas, o que agrava o cenário. “O mesmo temporal que atingiu a cidade atingiu o meio rural. Mas, por estar mais distante e envolver proporcionalmente menos famílias, ele costuma ser menos percebido. Acontece que muitos agricultores perderam tudo: lavoura, cobertura da casa, estrutura das propriedades. E essas pessoas precisam continuar vivendo”, reforçou.

Durante os encontros, a comitiva ouviu que o governo federal, por meio da Defesa Civil, já aprovou uma ajuda humanitária de R$ 6,4 milhões para os municípios, e que equipes federais estão atuando diretamente nas vistorias, inclusive com uso de drones. No entanto, Bagnara ressalta que essa ajuda cobre apenas parte das demandas. “A Defesa Civil atua sobretudo em questões como coberturas de casas. Já as demais perdas precisam ser tratadas em outros espaços, e é justamente aí que enfrentamos dificuldades. Temos políticas como seguro e Proagro, mas nem todos os agricultores têm cobertura para as instalações”, explicou.

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