Poluição prejudica saúde dos olhos

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Com a chegada do outono, o tempo seco e aumento da poluição no ar ressecam a lágrima que tem a função de proteger os olhos. De acordo com o oftalmologista do Instituto Penido Burnier, Leôncio Queiroz Neto, nesta época do ano a menor lubrificação dobra o número de pacientes que chegam ao consultório com olhos vermelhos, lacrimejamento, coceira, sensação de corpo estranho, queimação, fotofobia e visão borrada.

Estes sintomas, explica, podem sinalizar a síndrome do olho seco que atinge 18 milhões de brasileiros, alergia ocular ou conjuntivite. Para cada doença é indicado um tratamento diferente. O médico adverte que o uso de medicação inadequada pode transformar estas alterações em graves problemas oculares. Por exemplo, comenta, o olho seco mal cuidado pode evoluir para uma úlcera na córnea. A alergia sem tratamento adequado predispõe ao ceratocone, deformação da parte centra da córnea, por causa do hábito de coçar os olhos. Já a conjuntivite pode formar cicatrizes na córnea que diminuem a acuidade visual. Para evitar complicações a recomendação é procurar um oftalmologista ao primeiro sinal de desconforto.

O especialista diz que o olho seco, diminuição da quantidade de lágrima ou de um de seus componentes, atinge mais os usuários de lente de contato, quem trabalha em computador, idosos e mulheres, especialmente após a menopausa.

O especialista diz que no outono e inverno o tipo de conjuntivite predominante é a viral que é altamente contagiosa. A doença é a inflamação da conjuntiva, membrana que recobre a pálpebra e a esclera, parte branca do olho. Atinge principalmente crianças, idosos e quem compartilha computadores no ambiente de trabalho.

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