O Food and Drug Administration (FDA), órgão que regulamenta a comercialização de medicações nos Estados Unidos, aprovou o uso de Cometriq (cabozantinib) para tratar o câncer medular avançado da tireoide. O câncer medular da tireoide se desenvolve em células da glândula da tireoide que produzem um hormônio chamado calcitonina, o qual ajuda a manter um bom nível de cálcio no sangue. Este tipo de tumor pode ocorrer espontaneamente ou em famílias com certas mutações genéticas que levam à formação de um ou mais tumores do sistema endócrino, incluindo os da glândula tireoide.
Cerca de quatro por cento dos tumores malignos da tireoide são do tipo medular da tireoide, tornando-se um dos tipos mais raros de tumores desta glândula.
O Cometriq é a segunda droga aprovada para o tratamento do câncer medular da tireoide nos últimos dois anos e reflete o compromisso do FDA para o desenvolvimento e aprovação de medicamentos para tratamento de doenças raras, disse Richard Pazdur, diretor do Office of Hematology and Oncology Products no FDA’s Center for Drug Evaluation and Research. Antes da aprovação de Cometriq, em novembro de 2012, e da aprovação do Caprelsa (vandetanib), em abril de 2011, os pacientes com esta doença rara e de difícil tratamento tinham limitadas opções de tratamento terapêutico.
Cometriq é um inibidor de quinase que bloqueia proteínas anormais envolvidas no desenvolvimento e no crescimento de células do câncer medular. Os pacientes não devem se alimentar por pelo menos duas horas antes e uma hora depois de tomar o Cometriq.
A segurança e a eficácia do Cometriq foram estabelecidas em um estudo clínico que envolveu 330 pacientes com câncer medular da tireoide. O tratamento com o medicamento aumentou a sobrevida livre da progressão do câncer, e, em alguns pacientes, reduziu o tamanho dos tumores.
Os pacientes que receberam Cometriq viveram uma média de 11,2 meses sem crescimento do tumor em comparação com uma média de quatro meses em pacientes que receberam placebo (substância sem efeito terapêutico). Os resultados também mostraram que 27% dos pacientes tratados com Cometriq tiveram redução no tamanho do tumor que durou uma média de quase 15 meses, enquanto os pacientes que receberam o placebo não mostraram essas reduções.
Os efeitos colaterais mais comuns foram diarreia, inflamações ou úlceras na boca, dor, vermelhidão ou inchaço dos dedos, perda de peso, perda de apetite, náuseas, fadiga, perda da coloração dos cabelos, aumento da pressão arterial ou agravamento de hipertensão pré-existente, dor abdominal e constipação. As alterações laboratoriais mais comuns incluíram aumento das enzimas hepáticas, cálcio e fósforo baixos, diminuição dos glóbulos brancos e das plaquetas.


