Eficácia de bendamustina para linfomas de células B indolente ou linfoma de células do manto

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Os linfomas são neoplasias do sistema linfático. A bendamustina mostrou atividade muito boa para pacientes com recaída de linfoma indolente e demonstrou um perfil de toxicidade favorável em comparação com outros agentes quimioterapicos citotóxicos.

Foi feito, então, um estudo multicêntrico, randomizado, fase III para provar a não inferioridade do tratamento com rituximabe + bendamustina (BR) comparado ao comumente usado regime R-CHOP (rituximabe + ciclofosfamida, doxorrubicina, vincristina e prednisona) em 514 pacientes com linfoma de células B indolentes ou células do manto. No seguimento médio de 45 meses, pacientes que receberam BR versus R-CHOP conseguiram sobrevida livre de progressão superior.

Este benefício foi alcançado em pacientes com linfomas linfoplasmocíticos, de células do manto e em foliculares de alto e baixo risco, mas não para linfomas de zona marginal.

O esquema de tratamento com bendamustina BR foi associado com menor toxicidade do que o R-CHOP, incluindo menos citopenias graus 3 e 4 e sem alopecia, cardiotoxicidade ou neuropatia. Taxas de cânceres secundários e síndrome mielodisplásica foram semelhantes com a BR e R-CHOP, embora seja necessário mais tempo de seguimento para avaliar melhor esses riscos.

Este estudo estabelece que o esquema de tratamento com bendamustina BR como um regime de primeira linha para pacientes com células B indolentes e de linfoma de células do manto não elegíveis para transplante. Ensaios clínicos, ou seja estudos em curso deverão avaliar se o esquema BR deveria ser o regime preferido e qual seu papel como terapia de manutenção pós-indução.
 

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