A asma ainda mata muitos brasileiros

Sem cura, a doença é crônica e pode ser controlada

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Em todo mundo, a asma é uma das principais doenças respiratórias. No Brasil, atinge milhões de pessoas e é a causa responsável por muitas mortes. De acordo com o Dr. Vinícius Buaes Dal Maso, médico pneumologista no Hospital São Vicente de Paulo de Passo Fundo, a asma é uma doença que inflama as vias aéreas, especialmente os brônquios. Esses brônquios inflamados ficam estreitados e dessa forma a passagem do ar fica reduzida, levando ao aparecimento dos sintomas. Segundo o especialista, a doença pode ser contraída por uma mistura da parte genética com as alterações no ambiente.


Os primeiros sintomas
Manifesta-se, geralmente, com crises de tosse, chiado, dor no peito e falta de ar. Esses sintomas costumam se manifestar mais a noite, eventualmente fazendo com que a pessoa desperte pelos mesmos. Na maioria dos casos, os sintomas iniciam na infância, mas ressalta-se que os sintomas podem iniciar na fase adulta. O exame de espirometria auxilia no diagnóstico da doença.

 

Pode provocar a morte
Não há cura definitiva, trata-se de uma doença crônica, mas que possui controle para manutenção de uma qualidade de vida normal. Com certeza pode provocar a morte. Infelizmente ainda muitos brasileiros morrem diariamente pela doença, estima-se 3 óbitos/dia pela doença no país.

 

Vulnerabilidade
Estão mais suscetíveis à asma as pessoas que possuem histórico de asma na família, bem as que estão expostas a fatores como: poluição, fumaça do cigarro, frio ou mudanças rápidas de temperatura e até o estresse emocional.

 

Tratamentos
O  tratamento básico da asma inclui medicações inalatórias, de diversos dispositivos. O pneumologista irá individualizar cada caso para escolher o mais adequado e a dose correta para cada um. É importante tratar condições que pioram o controle da asma, incluindo rinite alérgica e refluxo gastroesofágico. 

 

Conviver com a asma
É possível conviver a vida inteira com a doença. Existem vários níveis de gravidade. Entretanto, somente em 5% considera-se asma de difícil controle. Com o acompanhamento regular e uso correto da medicação preventiva pode-se conviver com a doença e levar uma vida normal, incluindo a realização de exercícios. 

 

Cuidados com o ambiente
Pessoas com asma devem estar alerta às condições ambientais. Os extremos são prejudiciais. A baixa umidade pode levar ao ressecamento, maior risco de infecções e crises. Por outro lado, os ambientes muito úmidos também não são adequados, pois facilitam o surgimento de infecções fúngicas.

 

As crises de asma
Infecções como sinusites, resfriados, gripes podem ser causa de descompensação e crise. Alterações alérgicas, rinite e mudanças na temperatura, são causas comuns. Da mesma forma, a fumaça (cigarro, fogão à lenha, poluição), cheiros fortes (perfumes, produtos de limpeza), poeira e animais domésticos (especialmente o gato) contribuem para crise asmática. Nesse momento, a inflamação dos brônquios pode aumentar e o estreitamento piorar, provocando principalmente a falta de ar.

 

Erros que e podem conduzir à doença
O uso inadequado dos dispositivos inalatórios (bombinhas) é muito frequente e por várias vezes é causa de não controle da doença. A automedicação, principalmente no uso de corticoides, também é um problema. O uso inadequado dessas medicações é perigoso e pode levar a uma série de efeitos colaterais em longo prazo. Na presença dos sintomas, o pneumologista deve ser consultado. 

 

A prevenção
Para prevenir a doença é recomendado o acompanhamento médico regular. Além disso, o uso de medicações preventivas quando indicado e da forma correta e evitar exposição dos fatores desencadeantes, geralmente são suficientes para prevenção dos sintomas. 

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