Estado e Exército distribuem 16,5 mil medicamentos do kit intubação a 24 hospitais

O HSVP está entre os hospitais que irão receber medicamentos

Por
· 2 min de leitura
Militares entregam caixa térmica com medicamentos no HPS de Canoas (Foto: Itamar Aguiar/Palácio Piratini)Militares entregam caixa térmica com medicamentos no HPS de Canoas (Foto: Itamar Aguiar/Palácio Piratini)
Militares entregam caixa térmica com medicamentos no HPS de Canoas (Foto: Itamar Aguiar/Palácio Piratini)
Você prefere ouvir essa matéria?

Cerca de 16,5 mil frascos de medicamentos utilizados em pacientes graves de Covid-19 em UTIs estão sendo entregues pela Secretaria da Saúde (SES), com auxílio logístico do Exército Brasileiro. São 24 instituições hospitalares de 23 municípios do interior beneficiadas pela nova remessa, definidas com base em um acompanhamento semanal do abastecimento de insumos que a SES realiza. O Hospital São Vicente de Paulo está entre as instituições que irão receber medicamentos.

Adquiridos pela secretaria, por meio de ata de registro de preço nacional, estão sendo distribuídos Dexmedetomidina, Etomidato, Morfina, Propofol e Fentanila.

Sete veículos saíram 3º Batalhão de Suprimento, em Nova Santa Rita, na manhã desta terça-feira (23/3). “Estamos nesta missão de apoio para levar um pouco mais de conforto e dignidade a todos que necessitam do suporte desses medicamentos. São produtos essenciais para a assistência a pacientes em estado mais grave da doença”, disse o tenente-coronel Eduardo Rodrigues da Silva, comandante do 3º Batalhão de Suprimento.

O chamado kit intubação é formado por sedativos, relaxantes musculares e bloqueadores neuromusculares, necessários para a intubação de pacientes que necessitam de ventilação mecânica em leitos de UTI, por dificuldades respiratórias. “Os medicamentos fazem a pessoa relaxar e, assim, se consegue oxigenar bem os pacientes e auxiliar na recuperação. É de suma importância a ajuda do Ministério da Saúde e do governo do Estado neste momento, uma vez que estávamos com os estoques limitados e com muita dificuldade de adquiri-los”, disse a coordenadora assistencial do Hospital de Pronto Socorro (HPS) de Canoas, Angélica Bellinaso, um dos primeiros locais a receber os frascos na manhã desta terça (23).

A responsabilidade pela compra desses medicamentos é das instituições hospitalares. No entanto, frente à dificuldade de aquisição no país e ao aumento da demanda desde o ano passado, o governo do Estado e o Ministério da Saúde se articularam para comprá-los excepcionalmente e distribuí-los às instituições com estoques críticos e que prestam atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A SES realiza um levantamento semanal com os hospitais gaúchos do estoque de um total de 22 medicamentos utilizados para a intubação em UTIs. A ação visa ao acompanhamento da quantidade de cada um na rede hospitalar pública, que já sofreu com escassez em julho do ano passado, também em decorrência da pandemia de Covid-19. Na época, foram adquiridos medicamentos no mercado nacional e internacional.

“A situação do Rio Grande do Sul, em alguns hospitais, é crítica, apesar de todos os esforços que estamos fazendo”, disse a secretária da Saúde, Arita Bergmann. “Houve um drástico aumento na demanda por esses medicamentos. Muitas instituições hospitalares não tinham leitos de UTI e agora precisam destes insumos. Há remédios do kit intubação que demoram até 15 dias para serem produzidos pela indústria”, acrescentou Arita, detalhando alguns motivos que levaram ao cenário atual. A equipe da SES pediu ao Ministério da Saúde, na sexta-feira (19), a importação urgente dos medicamentos.

Neste mês de março, já foram entregues a hospitais de todas as regiões do Estado mais de 60 mil frascos de medicamentos com essa finalidade. Está programada para quinta-feira (25) a distribuição de remessa de 45.820 ampolas de Morfina, doadas pelo Ministério da Saúde.

Entre outras ações da Secretaria da Saúde para reverter o quadro de desabastecimento, a diretora do Departamento de Gestão da Atenção Especializada da SES, Lisiane Fagundes, aponta o incentivo de remanejo de estoque entre instituições que estejam com o abastecimento menos crítico, realização de pregão estadual e nacional para a aquisição excepcional dos remédios, e prospecção do mercado internacional.

Gostou? Compartilhe