O reencontro de Lucio Yanel, Ricardo Pacheco e Marcelo Pimentel

Apresentação única e gratuita será na terça-feira (25) no Teatro do Sesc em Passo Fundo

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LATINIDAD: Lucio Yanel - Foto - Marcelo CasagrandeLATINIDAD: Lucio Yanel - Foto - Marcelo Casagrande
LATINIDAD: Lucio Yanel - Foto - Marcelo Casagrande
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Se latinidad expressa identidade cultural, o show “Latinidad” será um reencontro de músicos apaixonados pela arte latino-americana. Ou, certamente, um grande encontro de velhos amigos: Lucio Yanel, Marcelo Pimentel e Ricardo Pacheco. A participação especial será de Felipe Batistella no baixo. A reunião acontece no palco do Teatro do Sesc em Passo Fundo, terça-feira, 25 de novembro, às 20 horas. Latinidad integra o Projeto Sonoridades do Mundo, com apoio da Prefeitura de Passo Fundo e Sesc. Tudo isso de graça. Sim, basta retirar os ingressos na secretaria do Sesc. Mas, para compensar, pode levar um quilinho de alimento não perecível.

Sonoridades do Mundo

“Também é comemorativo aos meus 40 anos de carreira”, destaca Ricardo Pacheco que é produtor e diretor artístico do espetáculo. “Já tivemos Guinha Ramirez, Duo Amor de Tango, Jorginho do Trompete e, em dezembro vem Julio Chivel”, detalhou o projeto. Ricardo destaca a afinidade de afinados talentos que darão tom ao encontro. “Com o Marcelo, desses 40 acho que 38 tocamos juntos. O Lucio já participou de apresentações comigo, mas, agora, pela primeira vez vamos dividir o palco o show inteiro. Ele é a grande referência para todos nós, os ‘pretensos’ violonistas do RS”.

Gracias e obrigado

Ricardo Pacheco

Para Ricardo o show também significa “agradecimento pelos regalos que a vida me deu nesses 40 anos. Pô, toquei com Raul Boeira, Yamandu, Lucio, Alegre...”. Enfim, como nos versos da chilena Violeta Parra, é um ‘Gracias a la vida que me ha dado tanto’. Além dela, o show terá obras de Fito Páez, Antonio Tarragó Ros e algumas autorais. Sobre o repertório, Pacheco diz que “a expressão latinidad diz tudo: tango, chacarera, zamba, chamamé, milonga e aquilo que marca nosso canto latino. Teremos ainda a participação do grupo da comunidade Kaingang Fágnor”.

Soberania e liberdade

Lucio Yanel é lenda viva e talentosa que aportou no Rio Grande do Sul por Passo Fundo. Aqui, em 1982, foi recebido por Algacir Costa e brilhou no placo do Aguadero, o bar da moda à época. Depois, bandeou-se para a capital e dedilhou ao lado dos mais talentosos músicos do estado. “Vou reforçar o trabalho da gurizada. Hoje já são criados, são pessoas que conheço há muitos anos. Eu chamo de gurizada, mas são músicos diferentes e com criatividade própria e natural. É uma homenagem a essa caminhada, pois é difícil a vida de músico. Por isso é bom acompanhar esses companheiros”, disse o virtuose. Sobre a apresentação, além de colocar a sonoridade das cordas com Ricardo e Pimentel, Dom Lucio também dará um showzito à parte. “Temas solitos como El Condor Pasa, um tema do repertório com a mais forte latinidad. Sozinha, já fala tudo numa linguagem musical de vida soberana e de liberdade”.

Talentos latinos

Ao tom dos acordes da guitarra e a marcação do bombo leguero surge um canto. Permite muitos ritmos, diferentes linguagens regionais, variações temáticas e diversidade de estilos. É a arte, cujo canto é um grito de amor à imensa terra entre dois oceanos: a América Latina. E quando as feras se conhecem, sobem ao palco sem preparar condicionamentos. Cada qual com seu instrumento e sem obstáculos de entrosamento. “Sem dúvida, pois a linguagem musical é similar. É uma intimidade musical. Como é a mesma área, está feito...”, completa Lucio para resumir a harmonia que constrói o espetáculo: talento.

Batidas de miscigenação

Marcelo Pimentel - Foto -Gerson Lopes-ON

Dos aborígenes aos foguetes espaciais, a vida é sonoplastia em ritmo que não para de respirar. Marcelo Pimentel é bem assim. Deu as primeiras batidas num bombo leguero e prosseguiu descobrindo as sonoridades do planeta. Irrequieto, como bem cabe aos percussionistas, já tocou com Lucio e Ricardo. E o agora? “Tem um ponto da estrada em que a gente se encontra. São amigos que se encontram em um momento mágico da vida”, diz para acentuar que o show será, de fato, um reencontro. E a latinidade? “Característica nos tambores, a base é dos aborígenes. É a miscigenação cultural e étnica que forjou o Conesul, da Cordilheira dos Andes para cá. A cultura da América tem um tom só, é de índio, de europeu e de negro”. Isso resume a batida forte da marcação, os ritmos e, é claro, os efeitos que falam em língua latina na percussão de Marcelo Pimentel.

 

SERVIÇO:

- Latinidad -

(Projeto Sonoridades do Mundo)

COM: Lucio Yanel, Ricardo Pacheco, Marcelo Pimentel e convidados.

LOCAL: Teatro do Sesc – Passo Fundo

DATA: 25 de novembro

HORÁRIO: 20 horas

INGRESSOS: Grátis (retirar na secretaria do Sesc)

 

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