OPINIÃO

Imposto da comida

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Imposto da comida
A presidenta Dilma sempre trabalhou com dados estatísticos e formou base de raciocínio para iniciativas em suas funções ao atuar em políticas públicas. Neste sentido, a primeira medida adotada para reduzir custo de energia elétrica veio amparada em constatações seguras quanto aos resultados e conseqüências para a segurança da economia do país. Agora, também pensando na preocupação de governo orienta investida na redução de impostos para baixar custo de produtos essenciais de consumo. Tudo isso tem implicação interna e nas negociações comerciais com outros países, mas certamente a mandatária brasileira está pensando em voz alta por que sabe muito bem onde quer chegar. É possível que o preço do combustível e a onda de valorização imobiliária estejam ameaçando a razoabilidade da inflação. A efetivação das primeiras medidas de gestão, como política redistributiva, no caso da energia, indica que a promessa não ficará apenas na promessa. Então, teremos feijão, arroz, leite e pão, mais baratos com a redução de impostos. Isso viabiliza a vida do pobre a ataca o perigo da inflação, que derruba políticos e concentra rendas.

Cevada
Sem dúvida, o soja - este novo “verde mar” que forma ondas ao vento em nossos campos -, é um quadro belíssimo e que tem produzido renda. Mas não pode ser só soja. Com a instalação da indústria da AMBEV, é impossível fugir de uma nova realidade relacionada com a cultura da cevada. É responsabilidade direta e indireta de governo, em todas as áreas, pensar corajosamente na produção de cevada. Trata-se de cultura delicada que exige bons resultados que certamente já estamos atingindo graças à pesquisa, principalmente da Embrapa de Passo Fundo. Há longo tempo existe na região a pesquisa para melhoria de cultivares destinada à produção do malte. A pesquisadora Sandra Bramer, em matéria que fizemos há alguns anos, antes mesmo de se falar em Ambev, explicava que é possível aplicar resultados de laboratório, para sementes adequadas e de maior resistência em novas experiências de campo. Parece-nos que a mídia não tem dado a devida importância a este foco, a cevada, que hoje é essencial em nossa produção. Embora completamente leigo no assunto, o certo é que temos um privilégio no agronegócio, que precisa ser valorizado. Pode não ser imediato, mas os fatos indicam que precisamos mais atenção.

Retoques:
* As pessoas não se conformam com o cerco legal pela sobriedade na direção de veículo. Temos ouvido algumas pessoas que nos apresentam situações específicas onde a lei pune severamente. E que isso poderia ser mais brando. Infelizmente, mesmo os casos onde uma pessoa é autuada pela primeira vez, a lei é dura. O trânsito está muito violento e o uso de bebida para quem dirige é perigo. Sabemos que alguns condutores bebem pequena quantidade e dirigem bem. O problema é quando acontece o contrário, por menor que seja a redução das condições de dirigir, o perigo para a vida é grande.

* O município de Passo Fundo, com a BSBios, Italac e Ambev, deu o maior passo no potencial de produção, num período bem curto. É claro que isso é resultado de muito esforço, coragem e competência. Cabe agora atitudes de resultado na gestão municipal, como o asfalto de Bela Vista e o projeto encaminhado para pavimento a São Roque.

* O IFSUL, escola federal de Passo Fundo, é a grande oportunidade de profissionalização paga pelo Governo Federal e vem formando técnicos muito úteis ao desenvolvimento de Passo Fundo.

* Felizmente não tenho ouvido mais a odiosa atitude de discriminação no mercado de trabalho para mulheres no seu dom mais nobre, que é ter filhos. Pois bem: condicionar mulher candidata a uma vaga de trabalho a que não engravide é abominável e contra a lei, como prevê a Lei 9.029/95.

* Ao observar o texto e foto do calendário que recebi do ilustre advogado Hildo Wollmann, impressionou-me a obra que realizou usando material reciclável, especialmente lacres de cerveja e refrigerante.

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