Quanto vale o afeto?

Quantos Bernardos precisarão perder o direito de viver até que os seus responsáveis percebam que a afetividade é o elemento vital para o desenvolvimento de crianças e adolescentes?

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A negligência afetiva vivida por Bernardo Boldrini, e que resultou no seu brutal assassinato, não é um caso isolado. Semelhante a situação dele, diversas crianças e adolescentes, vivenciam diariamente a negligência afetiva praticada pelos pais e tutores legais. Crianças e adolescentes clamam por afeto nas suas casas, mas ganham como moeda de troca apenas bens materiais, a terceirização dessa atribuição ou simplesmente a hostilidade. Nesse panorama, enganam-se aqueles que acreditam que a violação dos direitos e a negligência afetiva acontecem somente nas classes com menor poder aquisitivo, ao contrário, esse problema acontece em todas as classes sociais.

A preparação dos profissionais que atuam para coibir abusos e violações dos direitos das crianças foi questionada pela sociedade, no caso de Bernardo. Um exemplo é manifestado por uma moradora de Três Passos, que prefere não se identificar. Segundo ela, ele pedia socorro na escola e para a sociedade como um todo, mas não houve tentativa de enfrentar o pai do menino para solucionar a situação e, quem sabe, proporcionar outro final para essa história. 

CONTEÚDO EXCLUSIVO PARA O SITE DE ON

Confira o infográfico elaborado pela jornalista Cássia Paula Colla. Aguarde o carregamento do arquivo. 


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