OPINIÃO

Como anda sua saúde sexual?

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É cada vez mais reconhecida a importância da saúde sexual para a longevidade das relações afetivas e como parte da saúde global e bem-estar do indivíduo. Atualmente, independente do gênero, o aspecto prazeroso do sexo tem demonstrado maior importância do que a sua finalidade reprodutiva. Nos últimos dez anos, a mulher tem recorrido aos cuidados médicos, com mais frequência, em busca de solução para os problemas que interferem na sua qualidade de vida, em especial aqueles relacionados com sua função sexual. A relação sexual contém um enorme potencial de prazer; sentimentos e sensações; amor e sexo; sonhos e fantasias. Na filosofia tântrica o sexo deve ser um encontro harmonioso que pode chegar a dimensões “divinas” de prazer, mas na prática, nem sempre isso ocorre, e nem todos conseguem realmente chegar ao “clímax” da relação. Na linguagem médica, o termo empregado para designar relação sexual dolorosa é dispaurenia – palavra de origem grega que significa união difícil e/ou dolorosa. A dispaurenia é um sintoma que ocorre através de causas físicas (orgânicas) e psíquicas (emocionais).

O ser humano é psicossomático, seu físico e emocional caminham juntos. Se, por um lado, distúrbios orgânicos afetam nosso estado emocional, por outro nosso estado emocional tem total influência sobre nosso organismo.

A sexualidade feminina – mais que a masculina – está sujeita a influências emocionais. A associação entre sexo/dor, medo/dor, sexo/medo geralmente está presente em uma disfunção sexual conhecida como vaginismo. Entende-se por vaginismo a contratura involuntária, intensa e prolongada dos músculos que se situam na entrada da vagina, tornando difícil – ou mesmo impossível – a penetração. O componente básico do vaginismo é o medo, pois não há nenhuma alteração anatômica ou patologia orgânica.

O tratamento do vaginismo envolve suporte psicológico, educação sexual (informações sobre anatomia, fisiologia, etc.) e exercícios que visam corrigir o reflexo contratural exacerbado. A participação ativa do parceiro, durante o processo terapêutico (atendimento psicológico), é muito importante, pois reforça a autoconfiança e a motivação da paciente. O ato sexual deve ser para a mulher e seu parceiro, um encontro com as diversas expressões do prazer. Nessa celebração dos sentidos – e do sentir – não há lugar para a dor.

Mude Conceitos. Transforme sua Vida. Seus Pensamentos, Sua Fonte de Mudança.
                                                                                        
Voltaire Dandreaux e Silva - Psicoastrólogo Clínico e Numerologista Empresarial
(RG. Aba-562)

 

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