OPINIÃO

Fatos - 15/06/2016

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Empatia, por favor!

Morei em Porto Alegre por quase oito anos. Não tinha carro, trabalhava no centro (Correio do Povo e Assembleia Legislativa). Morava na Zona Sul, cerca de 20 ou 30 minutos distante do centro. Os meios de transporte: lotação, ônibus, táxi e muitas caminhadas. Foram muitas as noites que, depois de cumprir o expediente no Correio, percorri a Rua da Praia em direção a Borges de Medeiros para tomar o lotação. Medo? Não. Olhares mais atentos, apenas. Hoje, uma situação impensável. Faço este pequeno recorte para expressar meu estarrecimento com o que está acontecendo com a Capital dos gaúchos, cidade de muitos amigos e que guarda parte da minha história pessoal e profissional. Um caos expressado através da violência, cuja principal e talvez única motivação esteja no tráfico de drogas. Pois na noite de segunda-feira, um amigo querido e ex-colega de trabalho, perdeu o filho de 17 anos para o tráfico. Queriam o celular e levaram a vida do adolescente. Também levaram a alegria, a esperança e destroçaram outras vidas. A dor bateu forte por aqui também. Mas não cala o grito de protesto que fica perpetuado pelas palavras impressas aqui. O exercício da empatia talvez seja o primeiro passo rumo a uma nova realidade.  Fica o apelo.

Solução

O deputado Juliano Roso, PCdoB, foi um dos interlocutores para a desocupação da Assembleia Legislativa. No começo da noite, o anúncio de retirada do PL 44 da pauta do Parlamento e a promessa de investimento na educação possibilitou a decisão dos estudantes.

 

Relator

O deputado Gilmar Sossella, PDT, abriu mão de relatar o pedido de cassação do deputado Mário Jardel. Alegou foro íntimo, mas o fato é que Sossella também tem o mandato ameaçado, caso o TSE decida manter a decisão do TRE que o cassou por crime eleitoral.

Mais próximo

Cresce internamente no PDT a possibilidade de aliança com o PP. Nomes que antes se oporiam a uma aproximação com Osvaldo Gomes já defendem abertamente a possibilidade. Será um feito político histórico se isso se confirmar.

Votou sim

Depois do suspense que lhe rendeu mídia nacional, Tia Eron votou sim pela cassação do deputado afastado Eduardo Cunha. A Comissão aprovou o relatório pela cassação que agora vai para o Plenário. Está indo tarde demais seu Cunha.  Relembrando que ele disse que se cair, levará 150 deputados e ministro junto com ele. Na expectativa.

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