Começa reforma da rede elétrica na Mário Quintana

Alunos têm cerca de 25 dias letivos a serem recuperados após a liberação dos prédios

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As obras de reparo na rede elétrica da Escola Estadual de Ensino Médio Mário Quintana, localizada no bairro Cohab, foram iniciadas na sexta-feira (28). Desde maio, cerca de 580 estudantes permanecem em casa até a conclusão da reforma e liberação do espaço escolar pelo Corpo de Bombeiros.


No início desta semana, um dos cinco pavilhões interditados pelo Ministério Público teve uma nova fiação instalada e, segundo o engenheiro eletricista, Jacir Vicente Werle, as obras de reparo avançam para as demais áreas comprometidas. “A parte administrativa é a mais complicada pela quantidade de fugas [de eletricidade] e de carga””, informou. De acordo com a previsão dele, em, no máximo, três semanas, o educandário terá condições de passar por uma nova vistoria de autorização, realizada pelo Corpo de Bombeiros.


Em meio aos fios depositados no chão de cada sala de aula, ele se desloca acompanhado por mais três profissionais para a última avaliação da estrutura do p?oximo bloco a ter as conduções elétricas substituídas. “Temos mais 4 pavilhões em que os alunos permanecem, mais o refeitório e o setor da administração”, gesticula, apontando para os locais expostos, em fase de análise.

Ao lado dos profissionais técnicos, a vice-diretora do turno noturno do centro de ensino, Jucenara Oliveira Garcia, sinaliza que os 580 educandos matriculados terão, em média, 25 dias letivos para recuperar em função da suspensão das aulas. “Vamos buscar a liberação de, pelo menos, metade dos espaços antes da obra ser concluída, principalmente em função dos alunos de 9º ano e do Ensino Médio que farão o ENEM e demais exames no final do ano”, preocupa-se. Conforme afirmou, as aulas serão retomadas no período considerado para as férias escolares da rede estadual de ensino, aos sábados e feriados durante os dias de semana.

“Acredito que vamos alargar, no máximo, uma semana no mês de janeiro”, avalia. Os reparos apontados pelos laudos de engenharia elétrica, orçados em 32 mil reais, ainda esperam a liberação da verba assegurada pelo governo estadual. Elas já iniciaram porque, segundo a docente, a empresa vencedora da licitação pública possui garantias financeiras para custear os primeiros dias de reforma. “Estou há 27 anos na escola. Jamais pensei passar por uma situação dessas”, desabafa.


Professora foi atingida por uma descarga elétrica


Há cerca de dois meses, a Escola Mário Quintana foi interditada por determinação do Ministério Público após apresentar frequentes episódios de descargas elétricas. Um laudo técnico, emitido uma empresa contratrada pelo centro de ensino apontou o compromentimento de toda a estrutura da rede elétrica. À época, a vice-diretora relatou que uma professora sofreu um choque elétrico na porta de uma das salas de aula. Esta foi a terceira escola interditada, em Passo Fundo, em função de rupturas ou danificações na estrutura predial em menos de três meses.

 

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