Nova audiência de conciliação com famílias do Edifício Gralha deve acontecer em fevereiro

Na data, grupo formado por um representante de cada parte envolvida no processo deverá apresentar ao Estado uma proposta de acordo já aprovada, de maneira unanime, pelas 16 famílias que residiam no edifício

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A situação das 16 famílias prejudicadas, desde 2016, pela interdição do edifício Gralha está um passo mais próximo de ser resolvida. Após mais uma audiência de tentativa de conciliação, referente ao processo movido pelos proprietários do imóvel contra o Governo do Rio Grande do Sul e a Caixa Econômica Federal, realizada nessa quarta-feira (6), a Justiça Federal decidiu agendar um novo encontro para o dia 4 de fevereiro de 2020. A determinação é que, na oportunidade, ao invés de discutir diversas propostas, a comissão de trabalho formada por um representante de cada instituição envolvida no caso apresente uma única proposta de acordo, já aceita de maneira unanime por todos os moradores lesados.


De acordo com o vereador Saul Spinelli, que participou da audiência e que acompanha o caso desde o início, após ouvir as propostas – que não chegaram a nenhum acordo – na última audiência, o juiz decidiu dar um prazo de 90 dias para que um grupo de trabalho discuta e estabeleça qual proposta conciliatória será apresentada na nova reunião. O grupo de trabalho será formado por um representante de cada uma das partes envolvidas no processo, ou seja, Caixa Econômica Federal, Procuradoria Geral do Estado, Governo do Estado, Prefeitura de Passo Fundo, comissão que representa as famílias, Câmara de Vereadores, além dos advogados de acusação e defesa. “Avaliamos a reunião como positiva porque tem um prazo, um grupo e uma audiência. Não é nada passivo. Esse grupo tem a tarefa inadiável de se reunir, avaliar o terreno, debater ideias e garantir o encaminhamento de uma proposta aceita por unanimidade”, explica Spinelli. A primeira reunião de trabalho está marcada para o dia 21 deste mês.


Histórico


A situação do edifício Gralha, construído há quase quatro décadas, ganhou repercussão no início de 2016, depois que alguns moradores procuraram a imprensa e mostraram a quantidade de rachaduras espalhada pela laje, escadarias e paredes da edificação. Baseado em um laudo técnico – que já apontava graves problemas estruturais na fundação, revestimento e material utilizado, além do risco de desabamento – a Prefeitura e o Corpo de Bombeiros determinaram a interdição do local por tempo indeterminado. À época, foram feitas três medições e constatado que prédio havia baixado sete milímetros, além de sofrer inclinação de quatro centímetros em uma das fachadas.


Em agosto de 2017, um laudo realizado por profissionais contratados pelos próprios moradores classificou a situação do imóvel como “risco crítico” e recomendou a demolição como única alternativa. A partir do estudo, os 16 proprietários buscam reparação na Justiça. Um processo foi instaurado na 2ª Vara da Justiça Federal. A maioria das famílias está pagando aluguel. Outras tiveram de se instalar em garagens para evitar mais despesas no orçamento.

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