OPINIÃO

Teclando

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Os tomates

Nos 48 anos do Boka não faltam histórias. Mas nem todas foram protagonizadas nas madrugadas ou obrigatoriamente na Independência. Para manter um padrão de qualidade, o Edu sempre foi muito exigente na escolha dos fornecedores e com as características dos seus produtos. Assim é com os tomates que, por muitos anos, eram adquiridos na icônica Fruteira da Marli. Estabelecida no Boqueirão, era identificada pela fachada com azulejos portugueses. O Edu exigia que os tomates estivessem no ponto certo: nem verdes e nem excessivamente maduros. Porém, notou que os tomates estavam sempre bem maduros. Conversou com a Marli e ela garantiu a seleção do produto que era entregue exatamente como ele queria.

Ora, se os tomates saiam da fruteira no ponto e chegavam ao Boka além do ponto, o problema estava no transporte. E, claro, não poderia faltar outro personagem conhecidíssimo nesta história: o Toninho do Boka. Sim, ele buscava os tomates na Marli e colocava as caixas na parte traseira sobre a tampa do motor da Kombi. E, já que estava lá pelo Boqueirão, dava um pulo no Wolmar Salton para assistir ao treino do Gaúcho. Com o calor do motor e a imensa lataria exposta ao sol, a Kombi se transformava numa estufa e acelerava o amadurecimento dos tomates. Fim do mistério. Os tomates passaram a viajar no banco traseiro da Kombi e Toninho voltava sozinho para o velho estádio do Boqueirão.

Fumaça da madrugada

Mais do que um indício de fogo, a fumaça é um incômodo. E vai longe, como a fumaça dos incêndios na Austrália que chegou ao Rio Grande do Sul. Mas aqui em Passo Fundo temos nossas peculiares fumacinhas. Uma delas é a do nosso amigo Caramala, que faz sucesso com seus espetinhos nas madrugadas da Independência. Dizem que é uma delicia. Ainda não provei, até porque naquele horário estou mais para carro-pipa do que para graneleiro. O problema é o mau posicionamento da churrasqueira portátil, permitindo que o vento leve a fumaça para a as áreas interna e externa do Batatas. Aí complica tudo e o rock fica com odor de música campeira. Mas isso pode ser solucionado com facilidade, colocando a churrasqueira uns quatro metros para cima. Mais visibilidade para o negócio e acaba a fumaça. Até porque ninguém merece voltar para casa com a roupa e os cabelos fedendo a fumaça. Como o Caramala não é um mala e, sim, um cara legal, pode atender o nosso pedido. Obrigado.

Quibe

Adoro um bom quibe. Obviamente cru! Com o fechamento do restaurante árabe Laziz Awii, há meses eu sonhava com um delicioso quibe. Meu desejo foi atendido pelos amigos do Restaurante Franz, sábado, quando colocaram no buffet um quibe suave e com o tempero na medida certa. Desta vez a iguaria foi assinada pela cheff Elizandra Flores, com toques de hortelã e bahar. Uma delícia que, se o público prestigiar, aparecerá com frequência no cardápio do Franz. O paladar agradece.

Terra alheia

Lá na Vacaria, o meu avô Orestes Santos sempre dizia que “touro em terra alheia é vaca”. O ditado tem um cunho didático, propiciando grandes ensinamentos sobre o respeito aos limites territoriais e comportamentais. O sentido é bem mais amplo e ainda vigora. Ouvi isso pela primeira vez há mais de 50 anos e jamais esqueci. Ora, sempre que ouço algo sobre invasões territoriais ou de qualquer outra forma de intervenção em terra alheia, me recordo desse irrefutável princípio.

Trilha sonora

Nascida no País de Gales, Shirley Bassey usou sua potente voz em inesquecíveis temas de abertura da série 007. Aqui em Golfinger
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