Escolas de samba cantam a história de Passo Fundo na retomada do Carnaval de Rua

Cores, aplausos e riqueza de detalhes marcaram a noite de desfiles

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No batuque ritmado de quatro baterias das escolas de samba, a história de Passo Fundo foi resgatada durante a retomada do Carnaval de Rua, após quatro anos sem as festividades populares no município, na avenida Sete de Setembro durante a noite de sábado (29).

A resposta aos preparativos, organizados pela Liga das Escolas de Samba de Passo Fundo (LIESPF), veio das arquibancadas. Aplausos e vozes que se somaram aos intérpretes puderam ser ouvidos ao longo da noite a medida em que os carros alegóricos e integrantes das agremiações carnavalescas marcavam o passo pela avenida.
 
A história como base 
 

"Sob as bênçãos de Santa Teresa, em águas de Goyen, bandeiras em Iagaí", a vencedora do título do grupo de acesso, em 2015, a Acadêmicos do Chalaça foi a entidade carnavalesca que abriu a sequência de celebração do Carnaval de Rua deste ano, cantando o desenvolvimento local a partir das águas e correntezas do Rio Passo Fundo até a chegada dos bandeirantes "para civilizar" os povos nativos locais. "Vejo lendas de luta e paixão, de tribos guerreiras o sangue derramou", introduziu o enredo. A segunda escola a cruzar a Avenida Sete de Setembro, Academia de Samba Cohab I, desprendeu as correntes escravagistas ao entoar, de forma contundente, os autos de resistência dos negros com o tema "Planalto Negro, de onde vim não existe mais. Passo Fundo Quilombo dos Ancestrais". "Na chibata, o açoite. Mais longa é a noite da escravidão", dizia um dos trechos do samba-enredo gravado no Rio de Janeiro.

A miscigenação étnica da população passo-fundense, aliás, voltou ao fôlego dos ritmistas da Escola de Samba Pandeiro de Prata com os versos contidos na letra "Do Além Mar ao torrão alcandorado, Passo Fundo a arca do mundo", terceira a preencher o trajeto de desfile com as alegorias e fantasias purpurinadas. 

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