As obras da Escola da Construção Civil de Passo Fundo começaram com o lançamento da Pedra Fundamental do projeto, realizado hoje (26). A iniciativa é uma parceria entre a Prefeitura de Passo Fundo e o Sinduscon e tem como objetivo ampliar a oferta de mão de obra qualificada para o setor. A previsão é de que a estrutura seja concluída no próximo ano, conforme o avanço das doações que viabilizam a construção.
A escola será implantada em um terreno de aproximadamente 5 mil metros quadrados, cedido pelo município. O projeto prevê cerca de 600 metros quadrados de área construída, com salas de aula, laboratórios e espaços destinados a atividades práticas. A estrutura deverá atender entre 80 e 100 alunos simultaneamente e terá capacidade para receber diferentes modalidades de treinamento voltadas à construção civil.
Estrutura
O projeto é assinado pelo arquiteto e urbanista Ricardo Lângaro, que aproveitou as características naturais do terreno para integrar a escola a espaços que também poderão ser utilizados pela comunidade. O desnível existente entre a sede do Sinduscon e a parte inferior da área será aproveitado para a criação de uma praça com concha acústica.
“A gente fez uma praça até dentro, com uma concha acústica voltada para esse terreno, que também serve para a comunidade”, explica Lângaro.
Na área destinada à formação profissional, estão previstos laboratórios de hidráulica, elétrica e análise de concreto, além de ambientes com pé-direito elevado para treinamentos em altura, montagem de andaimes e outras atividades específicas da construção civil. A proposta é que a estrutura possa atender diferentes áreas e acompanhar as necessidades do setor.
A escola também foi planejada de forma modular, permitindo a utilização de diferentes sistemas construtivos, conforme os materiais disponibilizados pelos fornecedores que participarão da obra. “Como vai ser uma doação, vai ter vários fornecedores que vão querer fazer essa contribuição e vão poder também utilizar o material deles”, afirma o arquiteto.
Segundo Lângaro, profissionais de diferentes áreas contribuíram voluntariamente para o desenvolvimento do projeto. Entre eles está o professor Eduardo Brum, da Universidade de Passo Fundo, responsável pelo acompanhamento da execução da obra, além de engenheiros das áreas elétrica e estrutural.
Sustentabilidade e uso comunitário
Além da formação profissional, o projeto prevê soluções para reduzir o consumo de recursos e tornar a estrutura mais eficiente. Entre elas estão a captação e o armazenamento de água da chuva, a ventilação cruzada, o espaço para instalação de painéis fotovoltaicos e o sistema de aquecimento solar.
“A gente vai fazer o máximo possível dela ser economicamente viável, em termos de utilização racional da energia”, destaca Lângaro.
A disposição do prédio no terreno também foi pensada para preservar uma área central que poderá receber estacionamento e atividades abertas à comunidade, como feiras de livros e eventos culturais. A concha acústica poderá ser utilizada para apresentações artísticas.
O acesso ao espaço prevê ainda recursos de acessibilidade, com rampas ligando a sede do Sinduscon à parte inferior do terreno. A área externa deverá receber paisagismo e arborização.
Formação para atender ao mercado
Para o prefeito Pedro Almeida, a iniciativa amplia as possibilidades de qualificação profissional no município e aproxima a formação das necessidades encontradas pelas empresas.
“Essa é mais uma ação que fala diretamente com o projeto da Cidade Educadora, quando se pensa na formação de jovens e adultos para além da sala de aula convencional. A formação da mão de obra é ponto fundamental para o desenvolvimento e futuro das cidades”, afirmou.
A iniciativa se soma ao programa Escola das Profissões, que oferece cursos de capacitação em diferentes áreas. A nova estrutura terá ainda a possibilidade de ampliar parcerias com instituições de ensino e formação profissional.
Com a Pedra Fundamental lançada e as máquinas já em atividade no local, o projeto entra agora na etapa de execução. Como a construção depende de doações de empresas e fornecedores, o cronograma está condicionado à obtenção dos materiais e recursos necessários para a conclusão da estrutura.


