OPINIÃO

Tecnologia no mercado imobiliário. Para onde estamos indo?

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Pode soar repetitivo falar sobre quanto o avanço tecnológico tem facilitado nossas relações pessoais e profissionais, mas no mercado imobiliário esse é um tema que ainda tem muito a ser explorado. “Como uma máquina poderia substituir uma função tão tradicional quanto a corretagem?” Pensar por este viés nos limita e nos impede de enxergar as grandes oportunidades que a tecnologia pode trazer às imobiliárias e aos seus profissionais, principalmente no que diz respeito à experiência do cliente.

 

Tudo começa pela abordagem. Estratégias de marketing digital, para alcançar o público ideal de cada produto, já não são mais novidade. Desde que as redes sociais permitiram a veiculação de anúncios para públicos segmentados por interesse, faixa-etária, etc, ficou muito mais fácil e em conta acessar potenciais clientes. O atendimento online também já não é mais o mesmo. Os chatbots (ferramenta de interação automática via chat) agora contribuem para uma maior disponibilidade, onde o cliente pode ter as respostas que precisam, independentemente de dia ou horário, sem que para isso seja necessário abrir mão de um diálogo fluente e humanizado, como se estivesse, de fato, se comunicando com um(a) atendente real. Personalizações que só são possíveis porque a tecnologia possibilita um tratamento mais minucioso dos dados disponibilizados pelos próprios clientes, agilizando todo o processo e permitindo uma entrega muito mais específica.

 

Em que bairro você deseja morar? Quais as suas necessidades básicas, do dia a dia? Você depende de ônibus para chegar ao trabalho? Precisa morar próximo de escolas ou faculdades? Em um atendimento tradicional, para entregar as melhores opções, o corretor precisa coletar todas essas informações uma a uma, para só então realizar uma busca manual pelo produto que melhor se encaixa dentro das suas condições. Enquanto que uma única ferramenta possibilita entregar a mesma opção, guiada apenas pelo seu histórico de interações com a imobiliária. Uma alternativa que agiliza o trabalho do corretor e a vida do próprio cliente, afinal, com o tempo cada vez mais escasso, quem não gostaria de ter a solução para os seus problemas, na palma da mão? Uma grande comodidade que a tecnologia, quando usada adequadamente, pode proporcionar ao ramo imobiliário.

 

Quanto ao corretor, cabe à ele uma função mais consultiva durante o processo de negociação. O cliente chega muito mais decidido do que quer, mas ainda precisando da garantia de que está fazendo um bom negócio. Por isso, o conhecimento de mercado do corretor continua sendo determinante para o processo de compra de um imóvel.

 

Uma participação que não impede, no entanto, de utilizar a tecnologia de ponta a ponta, até a consolidação dos negócios. Na locação, por exemplo, o cliente já não precisa mais se deslocar até a imobiliária para assinar seu contrato ou ir até cartórios para reconhecer assinaturas. Tudo pode ser feito online, de onde estiver, sem burocracia. O detalhe é que para isso também não é necessário abrir mão da segurança e do sigilo das informações.

 

Resta às imobiliárias adaptar seus processos a fim de atender às expectativas do cliente, cada vez mais exigente, autônomo e participativo no processo de venda e locação. Um desafio que se estende aos profissionais, que devem se manter em constante atualização, especializados em segmentos específicos e afinados com o que há de mais novo em tecnologia no mercado imobiliário.

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