Prefeitura deve encaminhar relatório ao estado para avaliar flexibilização do comércio

Situação emergencial de contágio no município foi debatida com o governador

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Luciano Breitkreitz / ON Luciano Breitkreitz / ON
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A Prefeitura de Passo Fundo deve encaminhar ao governo do estado, nessa semana, um parecer técnico, elaborado pelo Comitê de Orientação Emergencial (COE), acerca das condições dos hospitais e dos leitos de UTI do município como critério para a retomada gradual do comércio e flexibilização do funcionamento das lojas no período que antecede o Dia das Mães. 

A data, celebrada no dia 9 de maio, é a segunda principal celebração comercial para os lojistas da cidade, atrás apenas do fluxo de vendas registrado no Natal. Com 190 casos confirmados de coronavírus e 15 mortes pelo contágio da doença, Passo Fundo é a segunda localidade mais afetada pela infecção de Covid-19 no estado. Com a bandeira vermelha imposta pelo governo estadual no modelo de distanciamento controlado, o prefeito, Luciano Azevedo (PSB), se reuniu, através de videoconferência na tarde de segunda-feira (4), com o governador, Eduardo Leite (PSDB), e representantes do Sindicato do Comércio Varejista de Passo Fundo (SINDILOJAS) e Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) para avaliar alternativas a serem praticadas no comércio local. 

Desde a publicação dos primeiros decretos municipais determinando uma série de restrições de funcionamento e fechamento de estabelecimentos comerciais para minimizar o contágio comunitário do vírus, alguns setores, como o de confecções, já registraram perdas de até 60% nas receitas, de acordo com o diretor da CDL, Sérgio Giacomini. “É bastante significativo. As lojas estão fechadas, mas as despesas operacionais continuam”, disse ele ao jornal O Nacional minutos após o término da reunião com as lideranças políticas. 

Medida emergencial

Com a publicação de uma portaria estadual determinando a suspensão da abertura de serviços não-essenciais na região de abrangência da 6ª Coordenadoria de Saúde em razão do agravo no índice de contaminação e óbitos por coronavírus, na sexta-feira (1º), as entidades empresariais encaminharam um pedido à Prefeitura Municipal de Passo Fundo para abertura em modalidades específicas até o Dia das Mães, pauta que foi estendida ao governador.  “As entidades compartilham da preocupação com o recente aumento de casos de COVID-19 e têm ciência de que medidas devem ser tomadas para reverter os atuais indicadores, porém acreditamos que elas devem ser direcionadas às fontes isoladas que causaram o aumento no número de casos”, afirmou o presidente do SINDILOJAS, Jeferson Kura, no dia do envio do documento. 

Pelo novo decreto, está permitido o “funcionamento do comércio nas modalidades de tele-entrega ou de retirada (take-away) de quaisquer bens ou produtos adquiridos previamente, por meio eletrônico ou telefone, com hora marcada, vedado o ingresso de qualquer cliente no estabelecimento comercial, bem como a formação de filas ou qualquer tipo de aglomeração de pessoas”. Essas modalidades, contudo, foram contestadas por Giacomini, que alegou responsabilidade dos comerciantes em relação às medidas de prevenção. “Não funciona porque as empresas não estão tendo fluxo de clientes. Está na cultura local das pessoas de irem até as lojas”, mencionou. 

Na reunião virtual, na qual estiveram presentes a secretária estadual de Saúde, Arita Bergmann, o deputado estadual, eleito pela cidade de Passo Fundo, Mateus Wesp (PSDB) e o prefeito de Marau, Iura Kurtz (MDB), o prefeito Luciano Azevedo ressaltou que o governo de Passo Fundo está comprometido em preservar as vidas humanas. “Trabalhamos em primeiro lugar pela saúde, mas lembramos que Passo Fundo é um importante polo econômico e que precisamos também ter preocupação com os níveis de emprego e de investimentos na cidade. Uma coisa completa a outra, sempre com a vida em primeiro lugar”, afirmou o chefe do Executivo local. 

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