Parte dos professores do IE mantém greve em Passo Fundo

Dos 27 educadores da instituição, 16 estão paralisados reivindicando salários atrasados

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Uma parcela de professores do Instituto Educacional Metodista (IE), de Passo Fundo, está com as atividades paralisadas desde 1º de julho. Durante todo o mês passado, os docentes realizaram assembleias e mantiveram a reivindicação do pagamento das pendências salariais na instituição, acumuladas desde o início do ano. Do total de 27 educadores que integram o quadro, 16 deles estão paralisados. 

Segundo o levantamento do Sinpro/RS, os professores têm pendentes o salário de dezembro; 1/3 constitucional de férias; 13º salário de 2019; e parte dos salários de maio e junho. Os professores reclamam sobre a falta de perspectivas de novos pagamentos, bem como a falta de sinalização da direção Metodista para a solução do problema.

Ainda em julho, os professores publicaram uma Carta Aberta à comunidade, denunciando os problemas do IE. “A administração não está demonstrando nenhuma empatia ou até responsabilidade em acatar com compromissos assumidos com os seus colaboradores mesmo aqueles que a Justiça tem determinado”, diz o texto.

Margot Andras, diretora do Sinpro/RS, afirma que o Sindicato tem buscado negociar com a Rede Metodista desde o início da crise, mas a instituição se nega a iniciar as tratativas. “A Rede Metodista segue culpando a crise iniciada pelos efeitos da pandemia e expondo os professores aos pais e familiares, ameaçando novas contratações caso não haja o retorno às atividades. Os pais dos alunos mostram os docs de pagamento para os professores, e comprovam que não há atraso nas mensalidades, porém, os professores não recebem seus salários”, esclareceu. 

Atualmente o IE Metodista tem 240 alunos, e, segundo Margot, os professores se comprometeram a recuperar as horas de aula que ficaram em atraso para não prejudicar o ensino, que neste momento está acontecendo de forma remota. 

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