Entre as 15 cidades mais populosas do RS, Passo Fundo é a 1ª que mais concluiu a imunização

Neste momento, é finalizada a segunda das três etapas de vacinação previstas no Plano Nacional de Imunizações (PNI)

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Foto: Arquivo/PMPF/Diogo ZanattaFoto: Arquivo/PMPF/Diogo Zanatta
Foto: Arquivo/PMPF/Diogo Zanatta
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Em reunião do Comitê de Orientações Emergenciais (COE), realizada na manhã desta segunda-feira (26), o prefeito Pedro Almeida (PSB) e a secretária de Saúde, Cristine Pilati, apresentaram os índices da cobertura vacinal contra a Covid-19 registrados em Passo Fundo. O município ocupa a terceira posição entre as 15 cidades gaúchas mais populosas que mais aplicaram a primeira dose, com 19,9% das pessoas vacinadas.

Neste momento, é finalizada a segunda das três etapas de vacinação previstas no Plano Nacional de Imunizações (PNI). Enquanto a primeira fase teve como grupos prioritários profissionais da área da saúde, idosos com mais de 75 anos, pessoas acamadas com mais de 60 anos – posteriormente, estendidas às com mais de 18 anos –, residentes e trabalhadores de Instituições de Longa Permanência (ILPIS) e indígenas aldeados, a população-alvo da segunda fase foram os idosos de 60 a 74 anos.

A secretária de Saúde elencou os percentuais de cobertura, que possibilitam avaliar como está sendo o processo de imunização na cidade. “Nós fizemos um acompanhamento diário da vacinação. A partir disso, visualizamos os grupos que ainda demandam vacinas e identificamos as próximas ações que podem ser tomadas para otimizar o processo”, destacou Cristine.

Polo em saúde, Passo Fundo registra 107% dos profissionais da área vacinados. Cristine justifica que o índice foi obtido devido ao aumento de pessoas vacinadas com relação à previsão feita inicialmente. “O número de profissionais estimados correspondia à última vacinação contra a Influenza e apontavam para cerca de 11,7 mil profissionais. Tivemos mais de 12,6 mil vacinados”, afirma.

Enquanto isso, a taxa de cobertura dos idosos varia de acordo com as faixas etárias: dos 80 anos ou mais, chegou a 84,4%; de 75 a 79 anos, a vacinação atingiu 96,8%, o maior índice; de 70 a 74 anos, foram 92,5% das pessoas vacinadas; de 65 a 69, 91,5% da população recebeu a vacina; já o grupo de 60 a 64 anos apresenta o menor percentual, com 81,2% de cobertura.

Demais grupos – residentes e trabalhadores de ILPIS, pessoas acamadas e indígenas aldeados – foram 100% vacinados com a primeira dose.

Segundas doses

Se o município ocupa o terceiro lugar entre os 15 mais populosos que mais vacinaram, está na primeira posição dos que mais concluíram o processo de imunização: 9,9% das pessoas já receberam a segunda dose, segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura Municipal.

Neste momento, é registrado um atraso nas aplicações da segunda dose da vacina Coronavac, que tem prazo de 14 a 28 dias com relação à primeira. O cenário foi estabelecido devido à falta de insumos notificada pelo Butantan e a expectativa é que seja regularizado nas próximas remessas. “A vacinação está atrasada em todo o país. Pessoas que estão no prazo para receber a segunda dose da Coronavac serão vacinadas com alguns dias de atraso. A situação deverá ser normalizada em breve, uma vez que o Butantan já anunciou a obtenção da IFA, matéria-prima para a fabricação do imunizante”, reitera, enfatizando que o problema não ocorre com a AstraZeneca.

Próxima etapa

De acordo com o PNI, divulgado em janeiro pelo governo federal, após a conclusão da vacinação dos idosos, será a vez das pessoas com comorbidades. “A previsão é de que iniciaremos a terceira etapa prevista na metade do mês de maio”, pontua Cristine.

Entre as comorbidades, estão doenças pulmonares, renais crônicas, cardiovasculares, oncológicas, imunossupressivas e alguns casos obesidade com IMC superior a 40. Também deverão ser vacinadas as pessoas com diabetes melitus, hipertensão e síndrome de down.

Não há uma determinação de como será realizada a vacinação desse grupo por parte do Ministério da Saúde, que autorizou os estados a definirem o processo. No entanto, a secretária adianta que as pessoas precisarão comprovar a condição. “O ideal é que elas apresentem o atestado médico referindo que estão nesse grupo de comorbidades. Caso tenham dificuldades para adquirir esse documento, terão de trazer as últimas receitas comprovando o uso de medicações”, menciona.

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