Corte de árvores na Morom é justificado por risco à rede elétrica

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RGE afirma que as espécies interferiam na rede de alta tensão e no acesso aos equipamentos; medida gerou reação da comunidade - FOTO DIVULGAÇÃORGE afirma que as espécies interferiam na rede de alta tensão e no acesso aos equipamentos; medida gerou reação da comunidade - FOTO DIVULGAÇÃO
RGE afirma que as espécies interferiam na rede de alta tensão e no acesso aos equipamentos; medida gerou reação da comunidade - FOTO DIVULGAÇÃO
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A remoção de três árvores na rua Morom, entre a Capitão Eleutério e a Fagundes dos Reis, provocou polêmica e críticas nas redes sociais nesta semana. Reconhecida como uma das vias mais arborizadas de Passo Fundo, a Morom passará por revitalização em projeto conjunto da Prefeitura com a CDL, mas a supressão foi executada pela companhia de energia elétrica.

Segundo a RGE, as árvores já haviam passado por podas, mas, mesmo assim, galhos encostavam nos equipamentos em dias de vento, provocando desligamentos. Como a legislação permite cortes de até 30%, e essas árvores já haviam sofrido desbastes de cerca de 50%, a alternativa restante foi a remoção. A concessionária destacou que as espécies também apresentavam interferências nas redes de água, energia, telecomunicação e até nas calçadas, além de sombrear excessivamente a via estreita, gerando desconforto térmico no inverno.

O presidente do COMAU, Juan Mascaró Dia, reforça que o conselho recebeu a comunicação da RGE em reunião ordinária, registrando-a em ata. Ele defende que haja um canal direto de informação entre Prefeitura e comunidade para evitar que discussões sobre arborização sejam conduzidas de forma distorcida nas redes sociais.

Com relação específica destas árvores, o presidente ressalta que elas apresentavam problemas de interferência em três níveis, aero, superfície e subterrâneo.

“São realizadas podas anuais nas árvores, em conjunto com a Prefeitura Municipal. Porém, devido ao estágio atual em que se encontravam, a única alternativa restante para estas em específico foi a supressão, para garantir a segurança da população e dos profissionais da RGE que precisaram realizar manutenção naquele ponto específico da rede elétrica. Neste local existem equipamentos instalados, como um transformador, um religador telecomandado e uma tomada de média tensão, os quais precisam passar por manutenção periodicamente, para garantir a continuidade do fornecimento de energia nesta área central da cidade”, declara

O presidente aponta outros problemas de infraestrutura urbana e o espaço público. “Como passeio público com as raízes quebrando calçada e com a rede de abastecimento de água , redes de energia e telecomunicação , interferência nas fachadas das edificações", argumenta.

De acordo com o secretário municipal de Meio Ambiente, Diorges Oliveira, a ação foi realizada pela RGE, que possui licença da Fepam para manejo de vegetação em áreas de rede elétrica. “A empresa integra o Conselho Municipal de Arborização Urbana (COMAU) e comunicou a medida ao colegiado. A justificativa técnica inclui risco à segurança de trabalhadores, possibilidade de cortes de energia na área central e dificuldade de acesso para manutenção de três equipamentos instalados no trecho — um transformador de 38 kV, um religador telecomandado e uma tomada de alta tensão”, apontou o secretário.

A RGE mantém em Passo Fundo o programa Arborização + Segura, por meio do qual, desde 2019, já plantou mais de 800 mudas em diferentes pontos da cidade. Os locais para reposição são definidos pela Secretaria de Planejamento (Seplan) e nem sempre a substituição ocorre no mesmo endereço da retirada, já que cada caso exige avaliação sobre a espécie adequada e as condições do espaço.




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