Áreas de Passo Fundo passam por atualização do mapa de risco

Levantamento é realizado pelo Serviço Geológico do Brasil em parceria com a Defesa Civil do município

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Enchentes de 2024 atingiram vários bairros em Passo Fundo - FOTO ON/ARQUIVOEnchentes de 2024 atingiram vários bairros em Passo Fundo - FOTO ON/ARQUIVO
Enchentes de 2024 atingiram vários bairros em Passo Fundo - FOTO ON/ARQUIVO
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O Serviço Geológico do Brasil (SGB) iniciou, nessa terça-feira (4), o mapeamento das áreas de risco em Passo Fundo. O trabalho é realizado pelas geólogas Ana Cláudia Viero e Raquel Barros Binotto, em parceria com a Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil (COMPDEC), e abrange diferentes pontos do município identificados como suscetíveis a inundações e deslizamentos de terra.

Entre as regiões que serão vistoriadas estão as ocupações Floresta, Bela Vista, Vista Alegre, os bairros Entre Rios, Victor Issler e José Alexandre Zachia, consideradas áreas de inundação, além do bairro Manoel Portela e da Rua João Petracco, que apresentam risco de deslizamento.

O coordenador da Defesa Civil, Fernando Carlos Bicca, destacou que o estudo representa um passo importante na política municipal de prevenção. “Esse mapeamento é fundamental para que possamos atuar com base em dados técnicos, identificando as áreas mais vulneráveis e direcionando nossos esforços de forma estratégica. O objetivo é proteger vidas, reduzir danos e garantir que o município esteja cada vez mais preparado para enfrentar os efeitos dos eventos climáticos que vêm se tornando mais frequentes”, afirmou Bicca.

Reunião

As atividades começaram com uma reunião técnica entre as equipes do SGB e da Defesa Civil, na manhã de terça-feira, para alinhamento de dados e planejamento das ações de campo. O levantamento dará origem a um novo mapa de risco do município, ferramenta que vai orientar estratégias de prevenção, mitigação e resposta em situações de emergência.

Segundo a COMPDEC, o trabalho atende a um pedido feito ainda em 2023, quando o município já monitorava o aumento da frequência de eventos climáticos severos. Os fenômenos registrados em setembro e novembro de 2023 e fevereiro e maio de 2024 — com chuvas intensas e o desalojamento temporário de diversas famílias — reforçaram a necessidade de uma atualização técnica detalhada.

Os resultados do trabalho serão incorporados ao planejamento da Defesa Civil e servirão de subsídio para ações conjuntas com outras secretarias, especialmente nas áreas de infraestrutura, habitação e assistência social.

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