Passo Fundo ocupa quarta posição no Estado em empregos para imigrantes

Município soma 3,2 mil vínculos formais e acompanha crescimento regional impulsionado pela indústria

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O Projeto Balcão do Migrante e Refugiado, impactou mais de 9,1 mil pessoas em 2025 – Foto: Divulgação UPFO Projeto Balcão do Migrante e Refugiado, impactou mais de 9,1 mil pessoas em 2025 – Foto: Divulgação UPF
O Projeto Balcão do Migrante e Refugiado, impactou mais de 9,1 mil pessoas em 2025 – Foto: Divulgação UPF
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Passo Fundo se consolida como um dos principais polos de atração de trabalhadores estrangeiros no Rio Grande do Sul. O município ocupa a quarta posição no ranking estadual de imigrantes com emprego formal, com 3.200 vínculos ativos — o equivalente a aproximadamente 6% do total registrado no Estado.

A presença desses trabalhadores está diretamente ligada à demanda por mão de obra em setores produtivos, especialmente na indústria, que enfrenta dificuldades para preencher vagas com trabalhadores locais. Esse cenário tem contribuído para ampliar a participação de imigrantes no mercado formal e fortalecer a economia regional.

Região Norte

O movimento observado em Passo Fundo se repete em outros municípios do norte gaúcho. Erechim aparece na terceira posição no ranking estadual, com 3.349 vínculos formais (6%), enquanto Marau ocupa o quinto lugar, com 1.751 trabalhadores estrangeiros empregados (3%). Também figura entre os destaques Tapejara, que aparece na sexta colocação, com 1.560 vínculos.

A concentração de imigrantes nessas cidades acompanha o perfil econômico da região, marcado pela forte presença industrial — especialmente em segmentos como frigoríficos e metal-mecânico —, que historicamente enfrentam escassez de mão de obra.

Cenário no Estado

No cenário estadual, o avanço da presença de imigrantes no mercado de trabalho tem sido significativo. Dados do Novo Caged e da Rais, reunidos pela Fundação Gaúcha do Trabalho e Ação Social (FGTAS), apontam que o Rio Grande do Sul criou cerca de 10 mil novas vagas formais para estrangeiros apenas em 2025, alcançando um total estimado de mais de 53 mil vínculos ativos — mais que o dobro do registrado em 2022.

Entre as nacionalidades, os venezuelanos lideram com folga, somando mais de 29 mil trabalhadores empregados e saldo positivo de 5,8 mil novos vínculos no último ano. Na sequência aparecem os haitianos, com mais de 7,3 mil trabalhadores.

O crescimento é visto como estratégico diante das transformações demográficas do Estado, que enfrenta envelhecimento populacional e redução da força de trabalho. Nesse contexto, a chegada de imigrantes em idade ativa contribui para suprir demandas do mercado e sustentar o desenvolvimento econômico.

Acolhimento e integração

Além da geração de empregos, iniciativas locais têm papel fundamental na integração dessa população. Em Passo Fundo, o Projeto Balcão do Migrante e Refugiado, vinculado à Universidade de Passo Fundo (UPF), impactou mais de 9,1 mil pessoas em 2025, com 5,9 mil atendimentos diretos — sendo a maior parte realizada no município.

A iniciativa atua na orientação jurídica e na regularização documental de migrantes, facilitando o acesso ao trabalho formal e aos direitos básicos. Ao mesmo tempo, ações como mutirões de documentação e capacitação de profissionais da rede de assistência social contribuem para qualificar o atendimento e ampliar a inclusão.

Com forte presença no mercado de trabalho e suporte institucional em expansão, a região Norte se firma como um dos principais destinos de imigrantes no Rio Grande do Sul, refletindo uma tendência que combina necessidade econômica e transformação social.

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