Café de chaleira além da Ronda Crioula

Entidades adotam cada vez mais o evento típico para viver o mês de setembro e não apenas o Dia do Gaúcho

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Cafés de chaleira estão sendo realizados também em locais fora das entidades tradicionalistas - Foto: Kleiton Vasconcellos/ ONCafés de chaleira estão sendo realizados também em locais fora das entidades tradicionalistas - Foto: Kleiton Vasconcellos/ ON
Cafés de chaleira estão sendo realizados também em locais fora das entidades tradicionalistas - Foto: Kleiton Vasconcellos/ ON
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Tendência que vem ganhando força há alguns anos, a adesão aos cafés de chaleira se mede pela presença do público nas Rondas Crioulas, que percorrem a cada dia uma entidade tradicionalista e servem pelo menos 500 refeições diárias. Pois empresas, CTG’s e até comércios de alimentos passam a investir na programação alusiva ao mês de setembro. Não são poucas as empresas que organizam cafés de chaleira internos para os seus colaboradores – e aí o formato varia muito. E, analisando o comportamento de quem gosta dessa tradição, o comércio está enxergando o café de chaleira como alternativa econômica.

Cinco anos

É o caso de uma peixaria localizada em Passo Fundo. Para além dos produtos marinhos que permeiam o seu negócio, o comércio agora olha também para a programação tradicionalista e está servindo café de chaleira. A ideia, conta o proprietário da Água Azul, Maurício Lima, iniciou há cinco anos e começou meio que por acaso.

“Começamos com amigos e alguns clientes, aí o pessoal pediu se repetiríamos, o que acabou acontecendo” diz.

Na madrugada

A programação do café de chaleira teve uma semana em 2025, mas devido à grande procura, acabou sendo ampliado para praticamente todo o mês de setembro em 2026. Embora aparente ser um negócio completamente diferente – um café de chaleira não é exatamente um salmão assado com alecrim – Maurício Lima salienta que é, no fundo, uma atividade culinária. “A gente começa um dia antes, com todos os pré-preparos.

Então, viemos diariamente ali por 3h30, 4h da madrugada para fazer a finalização dos produtos” confirma. É oferecido um cardápio típico. Estão à disposição os tradicionais pães, queijo, presunto, salame e morcilha. Conforme Lima, “depende do dia, mas chama muito atenção o pão de milho, o bolo de milho e o revirado de feijão”. Também são oferecidos itens como cueca virada, bolinho de chuva, biscoitos e rosquinhas.

Em horários

A forma de atendimento está bem definida: de terça-feira a sábado, são divididos três horários (7h às 8h, 8h às 9h e 9h às 10h). O cliente paga R$ 59,90 de terça a quinta e R$ 64,90 de sexta a sábado. “O cliente paga e durante uma hora come a vontade, livre, e não falta comida nunca” explica o proprietário. A peixaria trabalha com reserva e pagamento antecipado, tendo capacidade para atender até 60 pessoas por hora. Vale ressaltar que, devido à grande procura, foi aberto um horário extra no sábado (05), o que pode se repetir até o dia 19, quando acaba a programação.

No CTG Lalau Miranda, também à noite

Além de sediar a formalidade da Ronda Crioula no próximo dia 14, o maior Centro de Tradições Gaúchas de Passo Fundo vai novamente ampliar a programação do Café de Chaleira. No CTG Lalau Miranda, a atividade está agendada para as manhãs dos dias 11, 12, 13, 16, 17 e 19, com início às 7h. Contudo, a exemplo do que foi feito em 2025 com sucesso de público, o CTG Lalau Miranda promoverá Café de Chaleira noturno, a partir das 20h, nos dias 10, 15 e 18.

Ao valor de R$ 40 (adultos) e R$ 25 (infantil de 6 a 12 anos), a entidade oferece pão branco, pão de milho, bolos, cuca, cueca virada, salame, morcilha, queijo, presunto, margarina, polenta brustolada, bolinho frito, bolachas, bolinho de chuva, chimias e feijão revirado, além do café preto e com leite.

Os ingressos podem ser adquiridos na hora ou antecipadamente, através do site ctglalaumiranda.orda.com.br/ingressos.

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