Processo do assassinato de ?Snio Poletto está no TJE

Um dos acusados foi condenado a 20 anos por latrocínio e ocultação de cadáver

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A justiça de Marau remeteu no mês passado ao Tribunal de Justiça do Estado, o processo referente ao assassinato do professor Ênio José Poletto, 44 anos, morto em agosto de 2011. O crime foi julgado em 18 de outubro de 2012, pelo juiz titular da 2ª Vara Judicial de Marau, Marcel Andreata de Miranda. Dos três indiciados pela polícia, dois foram condenados. R.C.J, 20 anos, autor das facadas, vai cumprir uma pena de 20 anos pelos crimes de latrocínio (roubo seguido de morte) e ocultação de cadáver. No entanto, a defesa recorreu da decisão. O outro envolvido, recebeu pena de 2 anos, por ocultação de cadáver e apropriação indébita. “Já havíamos remetido o processo ao TJ, mas ele voltou para o cumprimento de algumas diligências” explicou o juiz, sem revelar nomes dos condenados.

O crime que chocou a região norte do Estado aconteceu em 1º de agosto de 2011. O desaparecimento do professor passou a ser investigado depois que ele deixou de comparecer ao início do ano letivo na escola onde trabalhava havia nove anos. A primeira pista sobre o sumiço de Poletto chegou na DP de Marau no dia seguinte. Duas testemunhas revelaram ter visto o momento em que ele foi esfaqueado e morto, na localidade de São Paulo da Cruz, interior. No local funcionava um alojamento improvisado de funcionários que prestavam serviços para uma empresa no município. Ainda na terça-feira, uma equipe do Instituto Geral de Perícia compareceu no endereço e reforçou a denúncia ao coletar amostras de sangue para análise.
Responsável pelas investigações, a delegada Alexandra Taube Nunes apurou na época que, após receber o primeiro golpe de faca dentro de seu veículo, a vítima conseguiu correr para pedir socorro, mas foi alcançada e atingida novamente.

Os dois autores usaram um lençol para enrolar o corpo do professor, antes de colocá-lo no porta-malas. Na fuga, atearam fogo no cadáver, utilizando solvente, e o abandonaram próximo ao trevo da cidade de Ciríaco. Três dias depois, os autores foram presos na cidade de Lages, em Santa Catarina. Na tentativa de se desfazer do Gol da vítima, jogaram o veículo nas águas do rio Caveira, próximo ao município catarinense.
Através dos depoimentos, a policial comprovou que o autor das facadas conheceu a vítima na mesma noite do desaparecimento. Poletto teria ido até o alojamento buscar o trio. Na mesma noite, estiveram no apartamento da vítima, em Passo Fundo, depois retornaram para Marau, quando ocorreu o assassinato.

R.C.J, permanece recolhido no Presídio Regional de Passo Fundo, aguardando julgamento no TJE. Já o segundo envolvido no crime, após permanecer pouco mais de um ano preso, teve a pena revertida em prestação de serviço à comunidade. O terceiro acusado foi absolvido.

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