Construção de presídio na divisa com Carazinho gera manifestação

A principal preocupação da comunidade carazinhense é o dano ambiental

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Ambientalistas e lideranças políticas realizaram um manifesto ontem pela manhã, na área onde estão previstas as construções de um presídio masculino e de uma Cadeia pública feminina. Cedido pela prefeitura de Passo Fundo, a área de aproximadamente três hectares fica às margens da BR 285, divisa com o município de Carazinho. A principal preocupação da comunidade carazinhense é o dano ambiental que a construção das casas prisionais podem provocar na região. Presidente da Ong Amigos do Rio da Várzea, Claudir Cardozo afirma que a obra fica distante apenas 200 metros do Arroio do Engenho e 500 metros do Rio da Várzea, responsável pelo abastecimento de Carazinho, e que percorre outras 54 cidades. “A Susepe não tem estrutura para fazer o tratamento da quantidade de efluentes produzidos pelas duas casas prisionais. O ideal seria a construção de duas grandes lagoas de decantação, mas não há nem espaço nem para uma. Certamente teremos o manancial afetado e nossa água contaminada” afirma. 

A manifestação de ontem contou com a presença de vereadores, representantes de prefeituras de Chapada, Coqueiros, Não Me Toque e Sarandi, além do deputado federal Ronaldo Nogueira (PTB). O grupo pretende agendar para os próximos 15 dias, uma audiência com o governador Tarso Genro. Caso o projeto de construção seja mantido naquele local, eles pretendem intensificar os protestos, inclusive com bloqueio da rodovia. Em novembro do ano passado, a comunidade de Carazinho debateu amplamente o tema através de uma audiência pública promovida pela Ong Ariva.

Duas obras
A Susepe planeja realizar duas construções naquela área. Uma delas é o Presídio de Passo Fundo. A obra iniciou em dezembro de 2010, mas foi interrompida seis meses depois, com apenas 7% do projeto executado. O Tribunal de Contas do Estado (TCE) apontou irregularidades como a falta de autorização da Caixa Econômica Federal e o descumprimento de normas do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), no projeto. No final do ano passado, a verba de R$ 8 milhões, destinada pela União para realização da obra foi devolvida aos cofres do Governo Federal. Um novo projeto para construção do presídio está sendo analisado pelo Departamento Penitenciário Nacional (Depen).

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