Área de cevada deve voltar a crescer

Principais empresas de pesquisa e fomento de cevada no Brasil apresentam dados da última safra e fazem projeção para este ano

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Qualidade da cevada foi um dos principais destaques da última safraQualidade da cevada foi um dos principais destaques da última safra
Qualidade da cevada foi um dos principais destaques da última safra
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As principais empresas de pesquisa e fomento de cevada no Brasil apresentaram na Embrapa Trigo nesta semana um balanço da última safra e algumas projeções para 2014. A expectativa é da retomada do crescimento do setor nesta safra, tendo em vista a queda no cultivo do grão registrado entre 2012 e 2013.

Na área de atuação da Ambev na Região Sul, o cultivo de cevada caiu de 66 mil hectares (ha) em 2012 para 45 mil ha em 2013. Mesmo assim, o volume recebido superou a estimativa inicial que era de 92 mil toneladas (t) e chegou a 149 mil t. O resultado positivo, segundo o técnico da empresa Mauri Botini, está relacionado ao clima favorável e o alto potencial produtivo das cultivares (mais de 90% da área foi semeada com cultivares Embrapa). “Em Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, por exemplo, a chuva foi mais concentrada em agosto. Nos meses seguintes choveu abaixo da média histórica, com bastante frio no inverno e temperaturas amenas na primavera. Clima perfeito para as culturas de inverno”, explica Botini. A principal concorrência da cevada foi o mercado aquecido do trigo, que levou muitos produtores a migrarem de cultura. A previsão da Ambev é de estabelecer área de 60 mil ha em 2014 no RS e PR.

Tecnologia e Conhecimento
De acordo com os dados do pesquisador da Embrapa Trigo, Euclydes Minella, o foco do melhoramento genético está direcionado a dois objetivos no momento: reduzir o ciclo das cultivares (de 120 para 90 dias para a produção irrigada do Sudeste e Centro-Oeste e, de 130 para 120 dias para a Região Sul) e controlar geneticamente o oídio, reduzindo assim o número de aplicações de defensivos. “A cada nova cultivar lançada para as áreas irrigadas temos reduzido o ciclo em uma semana a 10 dias com o objetivo de deixar a planta menos tempo na lavoura, menos exposta a doenças e intempéries e economizando água”, explica Minella. O pesquisador lembra que referente ao uso de fungicidas a diversidade de produtos e o baixo custo da aplicação resultou no uso de até cinco aplicações nas lavouras, número este que precisa ser reduzido para minimizar o impacto no ambiente e a redução do custo de produção. “A meta é limitar a duas aplicações de fungicidas ao longo de todo o ciclo, a partir da geração de cultivares mais resistentes às principais doenças da cevada”, conclui Minella. A ampliação da maltaria da Agrária (Agromalte) demandará o crescimento na área de fomento da cooperativa, passando dos atuais 40 mil para 50 mil ha da cultura nos próximos dois anos. No período 2012/13, a área da cooperativa cresceu 3 mil ha.

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