Sem convênio, escola corre risco de fechar

Segundo coordenação, prefeitura havia prometido convênio de repasse de recursos para ajudar na manutenção

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Crianças são atendidas em turno integralCrianças são atendidas em turno integral
Crianças são atendidas em turno integral
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A Escola de Educação Infantil Carinho de Mãe, no bairro Leonardo Ilha, está correndo o risco de deixar de oferecer seus serviços. Desde janeiro, quando foi criada, a coordenação está no aguardo de ser chamada na prefeitura para assinar o convênio para repasse mensal de recursos. Neste período, a escola vem acumulando dívidas de empréstimos para pagar professoras e funcionárias. Atualmente, conta apenas com a contribuição que é dada pelos pais, mas que não cobre o custo com os salários. E no montante de gastos entra ainda a alimentação que é oferecida para as crianças, que ficam lá em tempo integral.

Até ser transformada em escola de educação infantil, a Carinho de Mãe, obra do Grupo de Mulheres Unidas Venceremos, matinha o serviço com trabalho voluntário. Entretanto, em setembro do ano passado o grupo recebeu a sugestão de encaminhar a documentação para se transformar em uma escola de educação infantil, já que trabalhava dentro dos moldes de uma escola. “O que aconteceu foi que fomos instigados a trabalhar como escola. Então fizemos todo o processo para a transformação, porque já vínhamos atendendo assim há muitos anos, só não tínhamos o nome de escola, inclusive com toda documentação liberada. Em 2014 abrimos, em janeiro, como escola de educação infantil”, explica a coordenadora em exercício, Jussema Kuns.

De acordo com ela, uma comissão do grupo e pais foi, ainda em setembro do ano passado, conversar com a Secretaria de Educação para pedir algum tipo de auxílio financeiro. Na ocasião, foram informados que de a prefeitura não poderia, por exemplo, pagar os professores que teriam que ser contratados por conta do comprometimento que já tem com a folha de pagamento, mas que seria possível fazer um convênio de repasse de recursos para auxiliar nas despesas, convênio esse que deveria ser assinado e começar a valer no início do ano.

A escola então, ciente dessa promessa, contratou professoras e funcionárias, conforme a determinação legal. Mas até ontem (8) não havia sido chamada para assinar o convênio ou recebido qualquer recurso. “Solicitamos de qual a maneira a prefeitura poderia nos ajudar. Então ofereceriam um aporte financeiro. Todo o trabalho continuaria sendo desenvolvido por nós, como já vinha sendo feito. A prefeitura não teria vínculo nenhum, faria apenas um repasse financeiro. Com essa promessa, começamos as atividades, contratamos professores de acordo com a tabela. Como não recebemos os repasses, isso virou um montante muito grande de dívida. Entregamos a documentação da solicitação de convênio ainda em janeiro e até agora não veio nada”, salienta Jussema.

 


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