Escola de Vida garante aprendizado para mais de 45 crianças em 2016

O Projeto Classe Hospitalar Escola de Vida do HSVP, desenvolvido em parceria com a Prefeitura Municipal e Ministério Público

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Crianças tem conteúdo validado com as aulas no hospitalCrianças tem conteúdo validado com as aulas no hospital
Crianças tem conteúdo validado com as aulas no hospital
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Desde março de 2016, a rotina das crianças e adolescentes em tratamento oncológico no Hospital São Vicente de Paulo (HSVP) de Passo Fundo mudou. Junto com as roupas para a internação eles trazem alguns cadernos e além de medicação, recebem no hospital ensino e levam para casa aprendizado. O Projeto Classe Hospitalar Escola de Vida do HSVP, desenvolvido em parceria com a Prefeitura Municipal e Ministério Público, atendeu mais de 45 alunos ao longo do ano e se mostrou um diferencial e apoio na luta contra o câncer.
Todos os dias, com livros, lápis e atividades em mãos, Silvia Ricci e Marinês Lara Schaeffer, vão de quarto em quarto, levando conhecimento e esperança. O projeto que tem como objetivo fazer com que as crianças e adolescentes não percam o ano letivo e a validação deste aprendizado e conhecimento atingiu suas metas, já que, segundo as professoras, além de passarem de ano, os alunostiveram ótimos pareceres de aprendizado. “As crianças e adolescentes são de mais de 30 municípios da região e contamos com o apoio de todas as escolas para envio de conteúdos e habilidades das áreas de conhecimento a serem trabalhadas. Podemos dizer também, que fomos conhecendo ao longo do ano a melhor forma de ensinar, disponibilizar o conteúdo e qu está sendo muito válida esta experiência”, relata Silvia. e
As aulas são uma motivação para os pacientes, que aguardam sempre ansiosos pelas professoras. Tanieli Terezinha Polese, 12 anos de Estação, está no 5º ano. Quando ela escuta a porta do quarto 117 do Posto 2 se abrir, e uma voz diz “oi Tani”, seu sorriso ilumina o ambiente, ela comemora, pois é hora da aula. “É muito legal ter aula com a professora Silvia. Estou aprendendo várias coisas e tem também os joguinhos que me ajudam muito”, relata a menina. Por causa da doença, Tanieli perdeu a visão e aos poucos está reaprendendo tudo. “Montamos jogos sensitivos e materiais específicos para que ela se adapte a nova condição e continue aprendendo”, enfatiza Silvia.
A felicidade da menina com as aulas também tranquiliza os pais. A mãe Luci Fátima Polese destaca que o projeto faz toda a diferença no tratamento e internação. “É muito bom ver ela aprendendo. Com as aulas o tempo passa mais rápido e alivia toda essa questão de estar no hospital”, relata.
Ao saber que estão aprendendo o mesmo conteúdo que os colegas, as crianças e adolescentes se animam e retomam essa rotina do aprender que tinham antes do tratamento. “Nós adaptamos os conteúdos e as aulas a condição de cada um, respeitando suas peculiaridade. Se podem ir até a sala pedagógica vão, se não, vamos até o quarto. No ano que vem, os que continuam em tratamento seguem recebendo as aulas na nova série”, pontua Silvia. “As aulas no hospital demonstram além de uma preocupação com as crianças, a esperança que de elas vão sair dessa, pois os profissionais pensam no futuro delas”, relata Marinês Santos, mãe do paciente Renan Santos Luz, sete anos.

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