Passo Fundo apresenta na B3 área da antiga Manitowoc

O leilão está marcado para 17 de setembro. Município já registrou três visitas técnicas no local de possíveis investidores

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A apresentação, transmitida on-line pela TV B3 para investidores do Brasil e do exterior - FOTO:  PMPF/DIVULGAÇÃOA apresentação, transmitida on-line pela TV B3 para investidores do Brasil e do exterior - FOTO:  PMPF/DIVULGAÇÃO
A apresentação, transmitida on-line pela TV B3 para investidores do Brasil e do exterior - FOTO: PMPF/DIVULGAÇÃO
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A Prefeitura de Passo Fundo apresentou hoje (27), na sede da B3, em São Paulo, o leilão da antiga área industrial da Manitowoc, avaliada em R$ 81 milhões pela Caixa Econômica Federal. O terreno de 450 mil metros quadrados, às margens da rodovia RS-324, terá lance inicial de R$ 32,4 milhões e será destinado a operações industriais ou logísticas. A sessão pública de disputa ocorre em 17 de setembro, também na B3.

A apresentação, transmitida on-line pela TV B3 para investidores do Brasil e do exterior, reuniu o prefeito Pedro Almeida e o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Adolfo de Freitas, e teve o acompanhamento do secretário municipal de Comunicação, Diorges Oliveira.

“Foi muito importante estar aqui na Bolsa de Valores para apresentar não só o projeto da Manitowoc, mas também a nossa cidade, e falar de Passo Fundo para empresários de São Paulo e de outras localidades do Brasil. É um momento histórico”, afirmou o prefeito Pedro Almeida, em avaliação após o evento.

A área que será leiloada abrigou a fábrica de guindastes da norte-americana Manitowoc. O município retomou a posse em março de 2024 e registrou a propriedade em seu nome em janeiro de 2025, o que liberou o imóvel para o novo processo de venda.

Infraestrutura pronta

“É uma área com infraestrutura pronta: pavimento de concreto para suportar operação pesada, subestação de energia com até 5 megawatts e um platô já preparado para duplicação do galpão. O investidor que vencer o leilão pode iniciar a operação em poucos meses”, afirmou o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Adolfo de Freitas.

A estrutura principal tem piso de concreto polido com 24 centímetros de espessura, erguido originalmente para a fabricação de guindastes. Dos 45 hectares, 26 já contam com pavimentação e construção. A Prefeitura também constrói, com recursos próprios, um novo trevo de acesso com quatro pistas para dar suporte logístico à circulação de caminhões.

Uma lei municipal aprovada em 2025 autorizou a venda do imóvel por 40% do valor de avaliação, mecanismo que o secretário classificou como subsídio para acelerar a instalação de novos negócios. “Este imóvel foi avaliado em R$ 81 milhões e a Câmara Municipal autorizou a venda por 40% desse valor. Essa diferença não é um desconto, é um subsídio para que o investidor comece a operar imediatamente, gerando emprego e renda para a cidade”, explicou o secretário Adolfo de Freitas.

Segundo o secretário, o ativo já desperta interesse fora do Estado. A Prefeitura passou a atuar em conjunto com a InvestRS, agência estadual de promoção de investimentos, para ampliar a divulgação do leilão junto a potenciais compradores. “Já recebemos manifestações de interesse de grupos locais, nacionais e internacionais”, destacou o secretário Adolfo de Freitas.

Regras e cronograma do leilão

O processo segue em duas etapas na B3. Em 10 de setembro, as empresas interessadas entregam envelopes com documentos de habilitação, proposta econômica e garantia de participação equivalente a 1% da avaliação do imóvel, cerca de R$ 810 mil. A sessão pública de disputa, no formato viva-voz, ocorre em 17 de setembro, de forma presencial, na sede da B3, em São Paulo.

O edital exige comprovação de capacidade financeira, com patrimônio mínimo de cerca de R$ 8,1 milhões. O vencedor paga uma entrada de 10% sobre o valor do lance em até cinco dias após a homologação e quita o saldo em 20 parcelas mensais, corrigidas pelo IPCA. Em até 30 dias após o pagamento da parcela, recebe a escritura, que pode ser usada como garantia para financiamento ainda durante o parcelamento.

A operação prevê contrapartidas obrigatórias. O arrematante deve gerar pelo menos 150 empregos e investir, no mínimo, R$ 20 milhões na área ao longo de dez anos. Empresas interessadas podem solicitar visita técnica ao imóvel junto à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, por e-mail, com agendamento até cinco dias antes do leilão.

A escolha da bolsa segue o modelo do leilão do Aeroporto Lauro Kortz, realizado na B3 em 2025 e já sob gestão privada. O terminal passa por ampliação para o transporte de cargas e fica a poucos minutos da área da antiga Manitowoc. “Voltaremos aqui em setembro para o leilão oficial. No dia 17, esperamos ter um vitorioso e dar uma grande notícia para a nossa comunidade”, afirmou o prefeito Pedro Almeida.

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