Frio deve retornar à região

Na próxima semana, dias devem ser típicos de inverno, com temperaturas mínimas próximas a 0°C

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Há 25 dias, uma massa de ar seco tem impedido a entrada de ar frio no Rio Grande do Sul. O chamado “bloqueio atmosférico”, responsável por soprar as frentes frias em direção ao oceano antes que elas sejam capazes de chegar ao território gaúcho, é o responsável pelos dias quentes registrados em Passo Fundo em pleno inverno. No entanto, o fenômeno deve perder força a partir deste domingo.

Outro fator predominante nas tardes dos últimos dias é baixa umidade relativa do ar. É ela que causa a sensação de abafamento comum em dias quentes. Segundo o observador meteorológico da Embrapa Trigo/Inmet, Ivegndonei Sampaio, a situação é de alerta: essa baixa umidade já começa a gerar risco de queimadas. Felizmente, ainda de acordo com ele, as frentes frias começam a chegar ao Estado neste sábado (13). Ainda assim, o dia será de temperaturas agradáveis, como as que foram registradas no decorrer da semana, e a máxima pode alcançar os 25°C. “O comum para o mês é uma temperatura máxima de 20°C, então o que vem sendo registrado demonstra que as máximas estão 5°C acima da média”.

O ar seco só deve começar a perder força perceptivelmente a partir do domingo, quando aumenta a nebulosidade na região. “A previsão de chuva, mesmo, é na segunda e na terça-feira, mas pode ser que se antecipe e chova no domingo à noite”, adianta Sampaio. Caso a previsão se confirme, uma onda de frio deve acompanhar as nuvens de chuva, causando queda acentuada na temperatura, especialmente na terça e na quarta-feira, quando a temperatura mínima deve ficar próxima a 0°C. “Essa previsão de neve que muitos têm comentado, na nossa região não é verdadeira. As condições meteorológicas favorecem a queda de neve – se tiver bastante umidade, nebulosidade e chuva – nos pontos mais altos do Rio Grande do Sul”.

O último registro de chuva em Passo Fundo foi no dia 18 de junho, quando choveu 14mm. Em julho, a chuva não passou de 1mm. O volume é baixíssimo em relação a media histórica para o mês, que é de 162mm, e menor ainda quando comparado a julho do ano passado, em que a chuva registrada chegou a 200mm. “Os agricultores estão bem apreensivos e a situação é delicada. Pelo que podemos observar da previsão de chuva dos próximos dias, não vai ser uma grande quantidade. Serão chuvas de rápida passagem”, esclarece o observador meteorológico.

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