Passo Fundo volta a ter saldo positivo no emprego

Depois de dois meses com mais demissões do que contratações, junho teve saldo de 29 postos de trabalho formal

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Um dos caminhos para retornar ao mercado é a agência do Sine de Passo FundoUm dos caminhos para retornar ao mercado é a agência do Sine de Passo Fundo
Um dos caminhos para retornar ao mercado é a agência do Sine de Passo Fundo
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Passo Fundo apresentou recuperação na geração de emprego. Após ter fechado mais de 500 postos de trabalho com carteira assinada em maio, junho teve saldo positivo de 29 vagas. Ao total, foram contratados 1.888 e demitidos 1.859 no mês passado. Este é o terceiro saldo positivo no ano, e o primeiro após dois meses com mais desligamentos do que admissões, já que em maio foram fechados 562 vagas e em abril 210 vagas. No acumulado do ano, Passo Fundo está com um saldo positivo em mais de 200 postos. Porem nos últimos 12 meses, foram fechadas 92 vagas no município. Os dados, do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), foram divulgados pelo Ministério do Trabalho (MTE) na última semana.

Na análise por setor, o pior desempenho foi o da construção civil, que fechou junho com -23 vagas. Na administração pública também houve saldo negativo, de uma vaga. Na extrativa mineral não houve variação. Nos demais setores, o saldo do mês foi positivo. A industria da transformação (21), pela primeira vez no ano, apresentou mais contratações do que demissões em Passo Fundo. Foram desligados 271 e contratados 250 no setor. A variação positiva foi acompanhada pelos serviços (14), comércio (13), serviços industriais de utilidade pública (3) e agropecuária (2).

RS tem pior desempenho

O Rio Grande do Sul teve o pior desempenho entre os Estados brasileiros em junho. Foram fechadas mais de 9,5 mil vagas em junho. Nos oito setores do Caged a variação foi negativa.

O saldo foi pressionado principalmente pela industria da transformação (-3.007 vagas), agropecuária (-2.432), comércio (-1.863) e serviços (-1.164). Apesar do saldo negativo de junho, o primeiro semestre teve mais de 1,1 mil vagas abertas no Estado.

Brasil

O resultado do semestre também foi positivo no país. O Caged de junho fez com que o país registrasse o melhor primeiro semestre na geração de empregos desde 2014. No acumulado do ano, o saldo positivo foi de 67.358 vagas, enquanto em 2016 (-531.765 postos) e 2015 (-345.417 postos) o saldo foi negativo no período. O último semestre positivo havia ocorrido em 2014 (+588.671 postos).

“A Economia dá sinal de recuperação. É melhor que seja gradual do que ter uma bolha que depois vai estourar. Os números são sinais de que a economia se recupera de forma segura”, afirmou o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, durante a divulgação do Caged, nesta segunda-feira (17), na sede do Ministério do Trabalho, em Brasília.

Em todo o país, em junho, foram abertos 9.821 postos de trabalho, na terceira expansão consecutiva e quarta deste ano. Das 27 unidades da Federação, 18 tiveram saldo positivo em no mês passado – mais do que em maio, quando foram 13 estados. Mesmo naqueles que ainda tiveram mais desligamentos do que admissões, já há setores apresentando recuperação. “Comparando os resultados deste ano com os de 2016, temos claramente uma reversão de tendências”, salientou o ministro.

Segundo Ronaldo Nogueira, algumas áreas ainda não apresentaram resultados positivos, em junho, devido a fatores sazonais e regionais, mas, mesmo nesses casos, os números foram melhores do que nos dois anos anteriores. Exemplo disso foi a Indústria, que apresentou redução de postos no Sudeste e no Sul, enquanto na maioria dos estados de outras regiões, como Nordeste e Centro-Oeste, os dados do setor são positivos. A mesma situação se verifica nos números do setor de Serviços. “No período de crise, em 2015 e 2016, os resultados negativos eram generalizados”, lembrou o ministro.

Quanto à Agricultura, que mais uma vez impulsionou a geração de empregos no país, há dois movimentos principais. O primeiro é o da safra nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, que estimula a geração de empregos no primeiro semestre do ano. Ocorre um pico de emprego no setor, em abril e maio, que ainda se reflete em junho. A partir de então, ocorre uma baixa nessas regiões, mas começa um segundo ciclo, no Nordeste, que não é tão volumoso, mas ajuda a sustentar a geração de empregos no setor.

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