Começa a faltar gasolina em Passo Fundo

Bloqueio da entrada do polo petrolífero impede a entrada e saída de caminhões-tanque desde o último domingo

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Caminhoneiros decidiram ontem à tarde, manter o bloqueio na entrada do polo petrolífero de Passo FundoCaminhoneiros decidiram ontem à tarde, manter o bloqueio na entrada do polo petrolífero de Passo Fundo
Caminhoneiros decidiram ontem à tarde, manter o bloqueio na entrada do polo petrolífero de Passo Fundo
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O bloqueio dos caminhoneiros na saída do Polo Petrolífero de Passo Fundo,  começa a refletir nos postos de combustíveis. Ontem à tarde, alguns estabelecimentos já estavam sem gasolina em seus estoques. Se a greve for mantida, a situação deve se agravar ainda mais nesta terça-feira. O polo é responsável pelo abastecimento de mais de 200 cidades gaúchas e catarinense.

Desde domingo, um grupo de caminhoneiros, de várias cidades da região, está acampado em frente ao polo, impedindo a entrada e saída dos caminhões-tanque. No pátio da empresa, pelo menos 80 veículos aguardam o fim da greve. De acordo com Andre Pretto, um dos representantes do movimento, a mobilização que ocorre em vários pontos do Rio Grande do Sul  foi motivada pelo  aumento 'considerado abusivo' nos valores dos combustíveis e também reivindica a aprovação do PL528 que cria a Política de Preços Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas. “Como gaúchos e passo-fundenses temos a missão de defender nós caminhoneiros, mas também as pessoas da sociedade que talvez queriam estar aqui conosco, mas não podem”, afirma.

Ontem à tarde, os caminhoneiros participaram de uma assembleia, no local do acampamento, e decidiram manter o bloqueio por tempo indeterminado. Eles armaram uma barraca próximo ao portão e estenderam uma lona para se proteger do sol. Segundo integrantes do movimento, pelo menos 80 motoristas chegaram no polo durante todo o dia de  ontem, mas não tiveram acesso ao pátio.

Ainda na tarde de ontem, a categoria decidiu  ampliara os protestos, bloqueando o acesso ao Distrito Industrial de Passo Fundo. A medida  impediu a  entrada e saída de caminhões na empresa BSBIOS. “Não vamos abrir. O povo tem que se conscientizar. Não estamos fazendo só por nós, estamos lutando pelo Brasil todo. O Rio Grande do Sul é um dos estados onde o movimento está mais forte” diz o caminhoneiro, Flavio Lunelli, morador de Mato Castelhano.

Sem a saída dos caminhões do Polo, os postos já começaram a sentir os efeitos do bloqueio.  Gerente do posto Ipiranga, no bairro Boqueirão, Jô Almeida disse que a gasolina havia terminado por volta do meio-dia de ontem. Ela havia abastecido no sábado e aguardava a chegada do produto na segunda-feira. “Os clientes estão voltando para casa sem abastecer. Estamos deixando de atender eles” afirma. Proprietário do posto Ipiranga Sete de Setembro, Itamar Simões da Costa disse que tinha combustível apenas para a segunda-feira. “Se não liberarem, a partir desta terça, não teremos mais gasolina. Como trabalhamos com pouco estoque. A reposição tem que ser feita em no máximo dois dias.” Em outro posto, na avenida Brasil, bairro Petrópolis, a gasolina comum havia terminado por volta das 14horas.  Em outros postos da cidade consultados pela reportagem, a situação era a mesma. 

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