Especialista alerta sobre o papel dos pais e da escola no combate às drogas

A conselheira falou do Modelo de Modificação das Condições de Ensino no qual o espaço e o currículo escolar sofrem alterações para deixar o ensino mais prazeroso e eficiente

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Nesta quarta-feira (26) foi realizada a Tribuna Popular, um espaço que antecede a Sessão Plenária, na Câmara de Vereadores. Ela foi ocupada pela professora da Universidade de Passo Fundo (UPF), Silvana Terezinha Baumkarten, integrante do Conselho Municipal Sobre Drogas (COMAD).  O tema foi o Dia Internacional contra o Abuso e Tráfico Ilícito de Drogas, que este ano destaca “Saúde para a Justiça. Justiça para a Saúde”, de acordo com a orientação da Organização das Nações Unidas (ONU). A data de celebração é justamente o dia 26 de junho.

 

Pesquisadora sobre o assunto, Silvana deu ênfase à prevenção. Segundo ela, escola e família precisam realizar mudanças para reduzir os riscos de adolescentes e jovens ingressarem no mundo das drogas. Existem vários modelos de prevenção, como o da Educação Afetiva. Nele é usada uma série de técnicas para melhorar ou desenvolver a autoestima. De acordo com a professora, os jovens mais estruturados, do ponto de vista psicológico, são os menos propensos ao uso problemático das drogas.

 

A conselheira falou ainda do Modelo de Modificação das Condições de Ensino no qual o espaço e o currículo escolar sofrem alterações para deixar o ensino mais prazeroso e eficiente. “A ideia é melhorar também a relação professor-aluno, proporcionando oportunidades para o estudante falar sobre suas dúvidas e anseios”, explicou. A escola acolheria a família e a comunidade e fomentaria atividades extracurriculares abertas a todos, assim como programas de auxílio para o ingresso no mercado de trabalho. Dentro desse modelo, o ambiente escolar proporcionaria serviços de saúde gratuitos para solucionar problemas de aprendizado, alimentação, estéticos, de estresse ou de orientação sexual.

 

Silvana relatou sobre outros modelos, como o de Orientação dos Pais. Este é voltado para reestabelecer ou reforçar o controle dos pais sobre os filhos, reduzindo a influência dos amigos. Os pais também seriam instruídos a fixar normas de conduta, a manter sempre um diálogo e a perceber se o filho está envolvido com drogas.

 

Pode ser adotado ainda um modelo onde os jovens receberiam conhecimento científico para poder tomar decisões racionais sobre as drogas. Outra ação seria proporcionar aos jovens atividades de crescimento pessoal, excitação, desafio e alívio do tédio através de outros meios que não seja o do consumo de drogas.

 

O envolvimento dos pais com a vida acadêmica dos filhos como, por exemplo, ajudando nas tarefas escolares é também uma ação preventiva. “Acredito que o mais importante é fazer com que os jovens não estejam em situação de sofrimento psicológico e social, que os leve a utilizar ‘drogas’ para anestesiar a sua dor”, completou Silvana.

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