O ano da Grande Mãe

As previsões de Carlos Magno para 2021 sob a regência de Iemanjá no infinito azul

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Quarto de Santo: Magno e a imagem de Iemanjá -- Foto – LC Schneider-ONQuarto de Santo: Magno e a imagem de Iemanjá -- Foto – LC Schneider-ON
Quarto de Santo: Magno e a imagem de Iemanjá -- Foto – LC Schneider-ON
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Um ano para navegar sobre um mar azul, com equilíbrio e bons pensamentos. Assim, podemos resumir as palavras do espiritualista Carlos Magno Berra ao explicar sobre as regências dos orixás em 2021. O novo ano estará sob o comando das vibrações de Iemanjá juntamente com os seus filhos Odé e Otim, que formam um inseparável casal. “Cada Orixá do panteão africano tem um dia da semana e 2021 inicia numa sexta-feira, exatamente o dia dos orixás Iemanjá, Odé e Otim, que irão governar o ano”, esclarece Pai Magno, Embaixador do Afroconesul em Portugal, onde mantém residência fixa, mas com forte atuação no Brasil. As religiões afro-brasileiras apresentam múltiplas interpretações em suas linhas, de acordo com suas origens. Essa regra é respeitada pela Nação Africana cultuada no Rio Grande do Sul, o conhecido Batuque, dissertado na obra do conceituado antropólogo Norton Corrêa. Neste contexto está a Nação de Oyó, seguida por Magno. “Essa linha veio da África Ocidental, tendo por origem a cidade de Oyó”, explica Magno, que há 35 anos interpreta essas regências para O Nacional. Também, na leitura dos búzios, nos traz as previsões para o ano que vai começar.

Iemanjá

Iemanjá é a mãe de todos os orixás, dona do pensamento e do equilíbrio. Senhora dos mares e das pérolas é a Grande Mãe. No corpo humano rege os seios e seu habitat é o mar. É sincretizada como Nossa Senhora dos Navegantes. Zela pelas embarcações e pelos pescadores, que não entram no mar sem saudá-la: ‘omi-ô odô’. Sua cor é o azul-claro e o seu número é 8.

Odé

Mensageiro e portador das notícias, Odé é associado à comunicação. No sincretismo representa São Sebastião. Em nosso corpo responde pelos pulmões, Sua cor é o azulão, saudação ‘o-quê-bâmo’ e o número é o 5.

Otim

No corpo humano Otim rege a barriga. É relacionada à Santa Efigênia. Sua cor é a rosa-choque, saudação ‘oin-otim’ e o número é 8.


As recomendações de Pai Magno para a virada

As cores

O azul-claro é a cor indicada para as roupas neste réveillon. As mulheres podem usar adereços com pérolas legítimas ou sintéticas. Também podem incluir adornos com conchas do mar e búzios. E, nesta virada, sugere-se o uso de calcinhas e cuecas azul-claras.

O cardápio para o réveillon

Na mesa da virada não podem faltar a tradicional carne de porco (Odé e Otim) e a de ovelha (Iemanjá). Em homenagem à Iemanjá, também deve ter peixes em geral, preferencialmente piava. É importante no cardápio a canjica branca, porém com incrementos adequados. Depois de cozida, acrescente leite condensado, coco ralado, leite de coco, açúcar e leite. Coloque ao lado merengues brancos. E, no contraste das cores, a fruta indicada é a melancia.

As flores

Na decoração do ambiente para o réveillon as rosas brancas devem predominar. Mas tenha o cuidado para que sejam sempre em números pares. E para a harmonização dos arranjos, são muito bem-vindas as hortênsias azuis e as violetas azul-claras.


Um banho de mel com perfume ao pôr do sol



A virada exige atenção com as energias. Por isso, um banho de mel com perfume é importante na preparação à chegada do novo ano. Pai Magno detalha a sequência correta, recomendada para o dia 31 de dezembro, no momento em que o sol se pôr.

Em uma jarra, preferencialmente de barro, dilua duas colheres de mel e acrescente algumas gotas do perfume de sua preferência (aquele do uso diário). Logo após o banho habitual, desligue o chuveiro e coloque seus pés sobre uma bacia com diâmetro suficiente para captar o líquido que escorrerá pelo corpo. Concentre os seus pensamentos nos pedidos para o novo ano. Então, lentamente, derrame o conteúdo da jarra sobre os ombros. Espere o líquido escorrer para a bacia. Não seque o corpo e vista uma roupa clara.

Não despeje no ralo a água captada pela bacia, pois assim seguirá para as tubulações de esgoto. Esse líquido deve ter um destino correto e permanecer próximo ao seu lar. Para isso, o ideal é despejar sobre um gramado nos fundos ou na frente da sua casa ou prédio. Uma boa opção para quem mora em apartamento é utilizar essa água para regar um vaso com plantas na sacada.


A SIMPATIA DA CONCHA
Uma concha do mar e, portanto, das águas de Iemanjá, é indicada para uma singela simpatia. Na hora da virada, tenha consigo uma conchinha que deverá ser usada por oito (número de Iemanjá) dias seguidos. Depois a guarde em um local aconchegante do seu lar.


(Matéria completa, com a leitura dos búzios, na edição impressa)

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