OPINIÃO

Teclando - 17/02/2026

Batuque gaúcho no Rio de Janeiro

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Batuque gaúcho no Rio de Janeiro

Sem desfile de rua por aqui, foi necessário um olhar ao Rio de Janeiro para saber mais sobre os terreiros daqui. Estiquei meu olhar à Sapucaí pela televisão. O Sambódromo, obra do gaúcho Leonel Brizola, enalteceu a cultura sul-rio-grandense.

A Portela não homenageou apenas o Príncipe Custódio. Reverenciou o Batuque e a força da religiosidade Afro. Foi adiante, entrelaçou o toque do atabaque com a lenda do Negrinho do Pastoreio. Mas, Bah! A azul e branco mostrou o Rio Grande do Sul com pretos e brancos de todas as crenças.

Águia didática, abriu suas asas à ancestralidade. E lá veio história: o Príncipe, o Bará, o assentamento e o Mercado Público. O mesmo carnaval que vira história, também dá aula de história. E de comportamento! Agora, o Brasil sabe que o Rio Grande do Sul lidera o ranking dos batuqueiros.

Um tapa na hipocrisia, pois o que não falta por aí é madame fazendo macumba para arrumar marido. Com a chave do Bará, a passarela do samba foi transformada em gira do Batuque.

Lindas prendas, mostraram a exuberâncias em liberdades que não se vê num CTG. Na Marquês de Sapucaí, a gauchada trocou a sanfona pelo agê. Enfim, tantas lições de que negritude, Batuque, história e carnaval devem ser respeitados.

Já para os batuqueiros mais antigos, faltou mostrar a verdadeira origem da chegada do Batuque ao Brasil. O primeiro lado do Batuque que chegou em Porto Alegre foi o de Oyó. Desembarcou no Porto de Rio Grande através da Princesa Mãe Emília de Oyá Lajá.

Mas, depois de a Portela mostrar tudo isso, já imagino a multiplicação das oferendas ao Bará Lodê do Mercado Público. Além das balinhas de mel mostradas no desfile, o espiritualista Carlos Magno dá a dica: “pode oferecer sete moedas”. Alupô!

Meu Carnaval I

As coberturas dos desfiles de rua em Passo Fundo não me saem da memória. Para jornal ou rádio, era um trabalho prazeroso em overdose de cores para as retinas. Este ano, virei observador cotidiano à distância da movimentação dos foliões. Fiquei feliz com o agito na tarde de domingo no Clube Comercial. Fantasias e muita animação. A Rainha do Carnaval Infantil, Sissi Röesler, e sua corte deram show de coreografia. E, ainda, ela esbanjou classe em lindo modelo criado pelo vovô coruja, o consagrado estilista Adhemir. Dentre a galerinha, acenou de longe o sempre simpático Augusto Breitkreitz acompanhado dos pais. Clube e família, de olho no futuro do Carnaval.

Meu Carnaval II

Pelas redes sociais, com muitos vídeos, e papo com amigos, soube que o Bloquito mandou ver no Rito Espaço Cultural. Muito chope, excelentes músicos tocando ou dando uma canja carnavalesca e, é claro, animação. Uma galera muito especial esteve por lá e, ano após ano, o Bloquito já é um blocão. A turma do Rito, que manda bem em cultura, preenche interessantes lacunas. Teve, ainda, o carnaval na Gare. Música boa, Grupo Sambah! e a descontração de um encontro ao ar livre. Carnaval no Babel. Semana de atrações no nosso Batatas. No espaço camaleão, que vai do rock ao samba, a folia culminou com concurso de fantasias na segunda-feira.

Aeroporto

Termo de concessão assinado e o Aeroporto Lauro Kortz está em novas mãos. Estou esperançoso, pois o grupo concessionário é liderado por Erasmo Carlos Battistella. Há adversidades praticamente intransponíveis, como o vento e a altitude. Contratempos burocráticos, administrativos ou estruturais o Erasmo vai tirar de letra. Mas, aproveitando o gancho, é bom lembrar que, atualmente, o Governo do Estado paga R$ 456.993,74 mensais para a Infraero administrar o terminal. Fora a arrecadação com taxas de embarque, tarifas de pouso e permanência. Parece ser um belo negócio.

Visita

Na semana passada, em rápida passagem por Passo Fundo, o sempre querido Juliano Flores esteve em O Nacional. Deixou calendários da Luz Publicidade, empresa que tem clientes em todo estado. Juliano, que ao lado do irmão Carlinhos, bate ponto no Instituto Histórico de Passo Fundo, mantém forte vínculo com os amigos da imprensa. E, de quebra, deu a notícia de que seu pai, Gildo Flores, mantém a velha rotina de trabalho às vésperas de soprar 95 velinhas. Abraços fortes ao Gildo, Carlinhos e Juliano.

Centenário

Após 243 dias de o Centenário de O Nacional, faltam 122 dias para os 101 anos. Enquanto isso, há por aí quem não cresça sequer em dignidade.

Pastelaria

A pastelaria aqui em baixo não usa fantasias, mas propicia um carnaval de maus-odores que se espalham por aí. Até quando?

Trilha sonora

Nara Leão – Manhã de Carnaval


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