Folclore volta a tomar conta da cidade

Durante nove dias, mais de 10 países devem movimentar a cultura em Passo Fundo

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Ritmos, cores e sons de mais de dez países da América Latina e Central voltam a tomar conta das ruas e dos palcos de Passo Fundo em setembro deste ano. É que, pela segunda vez, o município será sede do Danzpare Brasil, um Festival de Dança Patrimonial em Pares, que tem como principal objetivo difundir a cultura tradicional dos povos e colocar a população em contato direto com o folclore de outros países. A programação está marcada para acontecer de 14 a 22 de setembro, com participação já confirmada de casais vindos da Argentina, Colômbia, Nicarágua, Costa Rica, Equador, Chile, Bolívia, Uruguai, Paraguai, El Salvador e Guatemala.

Surgido em 2010, na Costa Rica, o Danzpare chegou a Passo Fundo em 2017, graças à iniciativa do Centro de Danças Baillar, empresa passo-fundense que detém os direitos de promoção do festival no Brasil. Conforme explica a produtora cultural do Danzpare Brasil e coordenadora da Baillar, Raquel Rubert Pereira, a proposta é semelhante ao já tradicional Festival Internacional de Folclore de Passo Fundo: um projeto que carrega a missão de espalhar a cultura do mundo para o mundo. “Os casais apresentam a arte típica das suas regiões de maneira gratuita e livre para toda a comunidade. A principal diferença é que, enquanto o Festival de Folclore recebe grupos com dezenas de integrantes, no Danzpare são apenas pares”. De acordo com ela, essa dinâmica facilita a realização da iniciativa do ponto de vista financeiro e não inviabiliza em nada o intercâmbio cultural, já que, resguardadas as proporções, permanece colocando o público em contato com manifestações artísticas diversas. Quem apoia o evento é a Prefeitura de Passo Fundo, Sesc, 7ª Região Tradicionalista, Clube Comercial, Fasurgs e Bella Cittá Shopping Center.

Além disso, as datas não foram escolhidas ao acaso: elas integram o período de Semana Farroupilha, o que possibilita aos bailarinos de outros países conhecer, também, a cultura gaúcha, que fica ainda mais evidente durante o mês de setembro. “Eles também aproveitam para fazer as refeições nos Centros de Tradicionalistas e ficam hospedados em casas de famílias – as chamadas famílias hospedeiras, que se responsabilizam pelo café da manhã e o transporte dos bailarinos até o local onde eles têm compromisso. Além de isso diminuir os custos do evento, integra os bailarinos na nossa cidade é uma troca de vivências de ambos os lados. Na primeira edição, as famílias praticamente adotaram os bailarinos. Alguns queriam até voltar a receber eles neste ano”, comenta Raquel.

Para a produtora, este é um festival que já tem deixado marcas na cidade e região. “Depois de ter realizado a 1ª edição em 2017, conseguindo cumprir com 100% do planejado, e tendo nosso evento escolhido, logo de cara, como o melhor Danzpare dentre todos os países envolvidos, ficam dois sentimentos: um de gratidão por ter tido nosso esforço coroado com grande êxito e outro de muita responsabilidade”. A primeira edição do evento contou com um público superior a seis mil pessoas, que prestigiaram casais de 12 países. “E não foi somente em Passo Fundo. Em Fortaleza dos Valos, nós pudemos levar o Danzpare com a ajuda da prefeitura de lá e foi o maior evento cultural do município. Nós lotamos um ginásio”, lembra com carinho.

Programação

A programação completa da segunda edição do Danzpare Brasil ainda está sendo elaborada pela organização do projeto, mas a equipe já adianta um pouco do que vai rolar em setembro: estão previstas apresentações em todas as escolas municipais (em 2017, 66 escolas foram visitadas), oficinas e exposição de fotos na Galeria Estação da Arte, participação nos eventos dos Festejos Farroupilhas e shows públicos no Parque da Gare, no Teatro do Sesc e no Bella Cittá Shopping Center. Tudo de forma gratuita e indo muito além de somente a música e a dança. Durante os dias de evento, também será possível conhecer o artesanato dos países participantes, as diferentes indumentárias, os jogos tradicionais e dialogar e compartilhar momentos com os bailarinos. Itens que, segundo os organizadores, se somam na intenção de popularizar as culturas mundiais e contribuir ainda mais para o crescimento cultural dos diferentes povos.

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