Concretagem recebe carga de 92 caminhões betoneira no centro da cidade

Com mais de 730m³, é o maior bloco em termos de volume já executado em Passo Fundo

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Bloco concretado terá 14 pilares para a estrutura da torre - Foto: LC Schneider-ONBloco concretado terá 14 pilares para a estrutura da torre - Foto: LC Schneider-ON
Bloco concretado terá 14 pilares para a estrutura da torre - Foto: LC Schneider-ON
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Ainda na madrugada de segunda-feira, (6), iniciou uma operação de concretagem em grandes proporções no centro de Passo Fundo. O fluxo de veículos foi interrompido na Rua Capitão Eleutério, entre a Avenida Brasil e a Rua Paissandu. Assim, foi possível efetivar um fluxo que totalizou 92 caminhões betoneira que abasteceram duas bombas-lança. A operação de concretagem iniciou às 05h30, permitindo um fluxo ininterrupto de concretagem. Para isso, foi necessária uma logística cronometrada entre a Concreteira Andreetta, na RS-324 - São João da Bela Vista, e a obra da Point Construções e Incorporações.

33 andares

O empresário Sérgio Panizzon, CEO da Point, explica que a empresa está erguendo o Edifício Ícone, em área onde estava o Edifício Giongo. “Serão 33 andares no coração da cidade. Durante a preparação e estaqueamento, o canteiro da obra já recebeu a visita de muitos estudantes de engenharia.” Ainda pela manhã, o pessoal envolvido na operação estava otimista no cumprimento do cronograma, pois, até às 09h30, 32 caminhões já haviam abastecido as bombas.

Bloco central

O engenheiro responsável pela obra, Isaac Canali, detalhou a operação em números. “A gente está executando um bloco que chamamos de bloco central de fundação. Ele é um bloco que engloba 68 estacas de diâmetro de 70 centímetros. Nesse bloco nascem 14 pilares que vão dar a estrutura da nossa torre.” O engenheiro-civil disse que a operação envolveu em torno de 30 pessoas, entre funcionários da Point e da Andreetta. “Só no bloco, são oito para distribuir o concreto.” A tecnologia também dá uma mãozinha, pois as bombas-lança são comandadas por controle remoto. Já o controle de qualidade do concreto é feito por amostras manuais cilíndricas que conferem consistência e resistência.

Gelo

Obra em grande escala exige alguns critérios extras, o que inclui a temperatura do material. O engenheiro Isaac Canali explica que “o bloco conta aproximadamente com 730 metros cúbicos de concreto, em torno de 60 mil quilos de aço. Também são incorporados ao traço do concreto 50 mil quilos de gelo. Esse gelo serve para resfriar o núcleo do concreto na hora que ele for fazer a hidratação com o cimento. Como ele é um bloco de alto volume, esse gelo serve para a temperatura interna do bloco não elevar mais que 65 graus Celsius, que é uma temperatura binorma. Após essa temperatura, se ele elevar muito, ele pode vir a fissurar o concreto e aí ocorrer a corrosão da armadura, enfim, com o tempo depois.” Isaac informou que o tempo de cura do enorme bloco de concreto deve ficar torno de 28 dias.

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