Depois de registrar dois meses consecutivos de saldo negativo na geração de empregos formais, Passo Fundo voltou a apresentar resultado positivo em junho. Dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) na quarta-feira (29), mostram que o município encerrou o mês com saldo de 41 novas vagas com carteira assinada, resultado de 3.673 admissões e 3.632 desligamentos.
Embora o desempenho represente uma recuperação ainda modesta, ele interrompe uma sequência de retração observada nos meses anteriores e reforça a capacidade da economia local de manter o mercado de trabalho em crescimento. No acumulado de 2026, Passo Fundo registra saldo positivo de 464 empregos formais, demonstrando que, apesar das oscilações mensais, o balanço do ano permanece favorável.
A retomada ocorre em um cenário de desaceleração de alguns segmentos, mas também evidencia a força de setores tradicionais da economia local, especialmente a indústria, o comércio e a construção civil, que compensaram o desempenho negativo registrado na área de serviços.
Comércio lidera as contratações do mês
O comércio foi o principal responsável pelo resultado positivo de junho, com saldo de 161 vagas, confirmando a importância do setor para a economia de Passo Fundo. A indústria apareceu logo em seguida, com a criação de 97 empregos, mantendo o bom desempenho registrado ao longo do ano.
A construção civil também apresentou resultado favorável, com saldo positivo de 53 postos de trabalho, enquanto a agropecuária contribuiu com mais 15 vagas.
O único setor a fechar junho no vermelho foi o de serviços, que registrou saldo negativo de 285 empregos. Ainda assim, o desempenho dos demais segmentos foi suficiente para compensar as perdas e garantir o fechamento positivo do mês.
Indústria é o destaque no acumulado do ano
Os dados do primeiro semestre revelam uma tendência ainda mais clara. Das 464 vagas criadas em Passo Fundo entre janeiro e junho, 564 foram geradas pela indústria, setor que se consolida como o principal motor da geração de empregos formais em 2026.
A construção civil também apresenta desempenho consistente, com saldo positivo de 121 postos de trabalho, enquanto o comércio soma 84 novas vagas no período.
Por outro lado, o setor de serviços continua sendo o principal desafio para o mercado de trabalho local. No acumulado do ano, o segmento registra saldo negativo de 301 empregos. A agropecuária também apresenta leve retração, com saldo negativo de quatro vagas.
Mulheres impulsionam o crescimento do emprego formal
Outro dado que chama a atenção é a participação feminina na geração de empregos. Em junho, enquanto os homens registraram saldo negativo de 56 vagas, as mulheres responderam pela criação de 97 novos postos de trabalho, garantindo praticamente sozinhas o resultado positivo do município.
A tendência se repete de forma ainda mais evidente no acumulado do ano. Das 464 vagas abertas em Passo Fundo, 363 foram ocupadas por mulheres, contra saldo positivo de 101 empregos entre os homens.
O desempenho reforça uma mudança gradual no perfil das admissões formais e demonstra que a participação das mulheres tem sido decisiva para manter o saldo positivo de empregos no município ao longo de 2026.
Rio Grande do Sul também registra recuperação
O desempenho de Passo Fundo acompanha uma recuperação observada no Rio Grande do Sul. Em junho, o Estado criou 1.162 novos empregos formais, resultado de 124.347 admissões e 123.185 desligamentos, segundo o Novo Caged.
Embora o crescimento estadual tenha sido discreto, com avanço de 0,04% no estoque de empregos, o resultado representa uma reversão importante diante das oscilações enfrentadas pela economia gaúcha nos últimos meses.
Brasil mantém ritmo forte de geração de empregos
No cenário nacional, o mercado de trabalho segue apresentando resultados mais robustos. O Brasil criou 145.161 empregos formais em junho, elevando para 921.645 o saldo positivo acumulado no primeiro semestre de 2026.
O setor de serviços liderou a geração de vagas no país, com 74.514 novos postos de trabalho, seguido pela agropecuária, comércio, indústria e construção, todos com resultados positivos no mês.
Nos últimos 12 meses, o país acumulou 963.921 empregos formais, alcançando um estoque superior a 48 milhões de vínculos com carteira assinada. Entre os estados, São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro concentraram os maiores saldos de geração de empregos.



